Al Borde Del Abismo
Sé de aquel que un buen día
Se quedó dormido en las vías del tren.
Sé de aquel que solía
Marcar las cartas para luego perder
Y tú sabes muy bien
Que cuando no hay nada mejor que hacer
Al borde del abismo
Nos han visto correr.
Al borde del abismo
Nos han visto correr
Una vez vi a alguien
Que apuraba restos de los vasos del bar
Y a un poeta ambulante
Que escribía versos en papel de fumar
Y tú sabes muy bien
Que cuando no hay nada mejor que hacer
Al borde del abismo
Nos han visto correr.
Al borde del abismo
Nos han visto correr
Un viejo riega flores
De tumbas de gente que nunca conoció.
Y si tú no te escondes
Te cuenta batallas en las que él no luchó
Y tú sabes muy bien
Que cuando no hay nada mejor que hacer
Al borde del abismo
Nos han visto correr.
Al borde del abismo
Nos han visto correr.
Al borde del abismo
Nos han visto correr.
Al borde del abismo
Nos han visto correr.
À Beira do Abismo
Sei de um cara que um bom dia
Caiu no sono nas trilhas do trem.
Sei de um que costumava
Marcar as cartas pra depois se dar mal
E você sabe muito bem
Que quando não há nada melhor pra fazer
À beira do abismo
Nos viram correr.
À beira do abismo
Nos viram correr.
Uma vez vi alguém
Que esvaziava os restos dos copos do bar
E um poeta vagabundo
Que escrevia versos em papel de seda
E você sabe muito bem
Que quando não há nada melhor pra fazer
À beira do abismo
Nos viram correr.
À beira do abismo
Nos viram correr.
Um velho rega flores
De túmulos de gente que nunca conheceu.
E se você não se esconde
Ele conta batalhas nas quais ele não lutou
E você sabe muito bem
Que quando não há nada melhor pra fazer
À beira do abismo
Nos viram correr.
À beira do abismo
Nos viram correr.
À beira do abismo
Nos viram correr.
À beira do abismo
Nos viram correr.