Balsa
Su piel rozó el pincel
Y el lienzo de papel
Brindó la forma al ocaso
Y a su tez
La huella de carel
De diáspora sin riel
Ella es la hija del naufragio
Y del babel
La terminal abre sus puertas
Y en un mar de óleo ella va
Sus manos nómades
Violaron ya la fe
Pintando cuadros de su hogar
En un hotel
La terminal abre sus puertas
Y en un mar de óleo ella va
Confesas
Te abrís a mí
Te entregas
Y nunca alcanza para estar entero
La balsa está lejos de acá
Su corazón tiene la fuerza de escapar toda frontera
Pero es tan hermoso verla navegar
Balsa
Sua pele roçou o pincel
E a tela de papel
Deu forma ao pôr do sol
E à sua tez
A marca de Carel
De diáspora sem trilho
Ela é a filha do naufrágio
E de Babel
A estação abre suas portas
E em um mar de óleo ela vai
Suas mãos nômades
Já violaram a fé
Pintando quadros de seu lar
Em um hotel
A estação abre suas portas
E em um mar de óleo ela vai
Confessas
Você se abre para mim
Se entrega
E nunca é suficiente para estar inteiro
A balsa está longe daqui
Seu coração tem a força de escapar de toda fronteira
Mas é tão bonito vê-la navegar
Composição: Alejo Freixas, Jeremias Jose Alegre, Federico Octavio Penzotti Norzi, Cruz Manuel Hunkeler