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Balsa

1915

Balsa

Su piel rozó el pincel
Y el lienzo de papel
Brindó la forma al ocaso
Y a su tez

La huella de carel
De diáspora sin riel
Ella es la hija del naufragio
Y del babel

La terminal abre sus puertas
Y en un mar de óleo ella va

Sus manos nómades
Violaron ya la fe
Pintando cuadros de su hogar
En un hotel

La terminal abre sus puertas
Y en un mar de óleo ella va

Confesas
Te abrís a mí
Te entregas
Y nunca alcanza para estar entero

La balsa está lejos de acá
Su corazón tiene la fuerza de escapar toda frontera
Pero es tan hermoso verla navegar

Balsa

Sua pele roçou o pincel
E a tela de papel
Deu forma ao pôr do sol
E à sua tez

A marca de Carel
De diáspora sem trilho
Ela é a filha do naufrágio
E de Babel

A estação abre suas portas
E em um mar de óleo ela vai

Suas mãos nômades
Já violaram a fé
Pintando quadros de seu lar
Em um hotel

A estação abre suas portas
E em um mar de óleo ela vai

Confessas
Você se abre para mim
Se entrega
E nunca é suficiente para estar inteiro

A balsa está longe daqui
Seu coração tem a força de escapar de toda fronteira
Mas é tão bonito vê-la navegar

Composição: Alejo Freixas, Jeremias Jose Alegre, Federico Octavio Penzotti Norzi, Cruz Manuel Hunkeler