Quem vive da lida não pode esperar muita sorte de solo
E quem vive do solo não pode esperar pela sorte no tempo
Quem vive do tempo não pode esperar muita sorte
Nesse senhor de natureza instável
Pois no fim de tudo se trata de não esperar nunca na sorte
Nunca, nunca na sorte
Pois quem vive da lida, quem vive do solo
Quem vive da sorte, quem vive do tempo só espera
E quem vive de verdade nunca espera
Faz a hora
Quem vive de verdade faz seu próprio solo
Seu próprio tempo, sua própria sorte
É quem comanda suas estações
Não se pode esperar
Nunca se pode esperar, ter esperança em coisa alguma
Quem quer seu fruto faz seu tempo
Composição: Matheus Patrick S. Fagundes