The Crown
Days pass in slow-moving shadows
Ghosts dance on the stage of haste
People chase an invisible prize
What prize, after all?
A race of empty vanities
Where foolishness gains a chorus
Competing for the crown of futility
Which one will shine next?
Fear of being forgotten
Fear of being nothing
Fear of not being an echo
Of leaving no trace
And at the same time
Fear of being seen, too close, too clear
While they count their seconds
I lose myself in deep abysses
Voids that echo, resound
In them, in me, in all of us
We are lost on the path to nowhere
Our devotion to moments that evaporate
Until the next urgency traps us
Imprisoning us in the routine of fear
Fear of being forgotten
Fear of being nothing
Fear of not being an echo
Of leaving no trace
And at the same time
Fear of being seen, too close, too clear
A Coroa
Os dias passam em sombras lentas
Fantasmas dançam no palco da pressa
As pessoas correm atrás de um prêmio invisível
Que prêmio, afinal?
Uma corrida de vaidades vazias
Onde a tolice ganha um coro
Competindo pela coroa da futilidade
Qual delas vai brilhar em seguida?
Medo de ser esquecido
Medo de não ser nada
Medo de não ser um eco
De não deixar rastro nenhum
E ao mesmo tempo
Medo de ser visto, muito perto, muito claro
Enquanto eles contam seus segundos
Eu me perco em abismos profundos
Vazios que ecoam, ressoam
Neles, em mim, em todos nós
Estamos perdidos no caminho para lugar nenhum
Nossa devoção a momentos que evaporam
Até que a próxima urgência nos prenda
Nos aprisionando na rotina do medo
Medo de ser esquecido
Medo de não ser nada
Medo de não ser um eco
De não deixar rastro nenhum
E ao mesmo tempo
Medo de ser visto, muito perto, muito claro
Composição: Matheus Patrick S. Fagundes