Paspallás
Ergues-te nas águas, das de beber
e no tótem hai dous ollos que ven
como cravan a lanza
buques na distáncia fan-che o perfil
fuches serpe que naceu da matriz
cando a loba ouveaba
livre, cargas coas cadeas nas mans
mas coa verdade tan lonxe, de qué vale o que fas?
paspallás, tés o vento a favor
sopla o ar, xela os raios do sol
ah, ah, paspallás
a lua disposta ao seu baño de mel
ti, a criatura mais fiel
vas-te sen dicir nada
insensatos que penetran onde os anxos non van
xuntos na maldita mañá
que ti nin acadas
sempre trá-lo rastro, a mudares de pel
por diante do teu próprio, vello, esquizofrénico ser
(CORO)
estás no levítico, estás no corán
a lei da selva, o lume e o pan
son a tua doutrina
baixo a bruma ao solpor, cabalgando no mar
Michelangelo que coido que está
a pintar a Sixtina
príncipe da lus, mandas na terra dos reis
príncipe na crus, cans que che lamen os pés
(CORO)
o mundo nas sombras, choiva e tronos no edén
outro ser enxendrado en muller
e ataviado con luvas
tebras no universo, tentación no xardin
a silueta que o recolle da Estíxia
e que o pousa na rua
ah paspallás, sabes o que quere de ti?!
ah paspallás, non tés nada que dicir?!
(CORO)
Paspallás
Ergue-se nas águas, dá de beber
E no totem há dois olhos que veem
Como cravam a lança
Barcos na distância fazem-te o perfil
Foste serpente que nasceu da matriz
Quando a loba uivava
Livre, carrega com as correntes nas mãos
Mas com a verdade tão longe, de que vale o que fazes?
paspallás, tens o vento a favor
Sopra o ar, gela os raios do sol
Ah, ah, paspallás
A lua disposta ao seu banho de mel
Tu, a criatura mais fiel
Vais-te sem dizer nada
Insensatos que penetram onde os anjos não vão
Juntos na maldita manhã
Que tu nem alcanças
Sempre atrás do rastro, mudando de pele
Diante do teu próprio, velho, esquizofrênico ser
(CORO)
Estás no levítico, estás no corão
A lei da selva, o fogo e o pão
São a tua doutrina
Sob a bruma ao pôr do sol, cavalgando no mar
Michelangelo que eu acho que está
Pintando a Capela Sistina
Príncipe da luz, mandas na terra dos reis
Príncipe na cruz, cães que te lambem os pés
(CORO)
O mundo nas sombras, chuva e tronos no Éden
Outro ser concebido em mulher
E adornado com luvas
Trevas no universo, tentação no jardim
A silhueta que o recolhe da Estígia
E que o pousa na rua
Ah, paspallás, sabes o que quer de ti?!
Ah, paspallás, não tens nada a dizer?!
(CORO)