395px

O cara do pandeiro

7 Lvvas

O home do pandeiro

oe ti, o do pandeiro, toca-ma outra vez
non me durmo e non teño sítio onde ir
oe ti, o do pandeiro, toca-ma outra vez
cando ao leste cante o galo irei onda ti
os sentidos esgotados
abandoan-me ao serán
esvaecen entre as mans
estou cansa
e sen embargo non me durmo
os ollos coma lousas
os pés a me ferver
estou soa, non hai ninguién
e na rua anterga e gris
todo está escuro
(CORO)
fai-me voar nun barco
ti tés máxia de guru
mente espida e corpo nu
a mecer-me co vaivén
insensíveis os meus pés
sei que agardan polas botas
e a marea
estou disposta a todo
a pirar-me e esvaecer
a perder-me baixo a pel
enfeitiza-me outra vez
alívia as miñas penas
(CORO)
fai que desapareza
baixo o fume do papel
onde o tempo ande ao revés
baixo a longa lua de avril
na espesura do xardin
cara á praia de marfil
mais aló do vil confin
dos soños rotos
a bailares coas estrelas
saúdando cunha man
camiñando sobre o mar
area feble baixo os pés
as lembranzas do outro edén
ondas brancas que mollei
quero esquecer-me do que vén
até o dia novo
(CORO)

O cara do pandeiro

ô cara, o do pandeiro, toca de novo pra mim
não consigo dormir e não tenho pra onde ir
ô cara, o do pandeiro, toca de novo pra mim
quando o galo cantar pro leste, eu vou até você
os sentidos esgotados
me entrego ao entardecer
se esvaem entre as mãos
estou cansada
e mesmo assim não consigo dormir
os olhos pesados
os pés a ferver
estou sozinha, não tem ninguém
e na rua antiga e cinza
tudo está escuro
(CORO)
faz-me voar num barco
tu tens magia de guru
mente nua e corpo nu
me embalar com o vai e vem
insensíveis meus pés
sei que esperam pelas botas
e a maré
estou disposta a tudo
a me perder e esvanecer
a me perder sob a pele
embeleza-me de novo
alivia as minhas dores
(CORO)
faz com que eu desapareça
sob a fumaça do papel
do jeito que o tempo ande ao contrário
sob a longa lua de abril
na espessura do jardim
em direção à praia de marfim
mais além do vil confim
dos sonhos quebrados
a dançar com as estrelas
saudando com uma mão
caminhando sobre o mar
areia frágil sob os pés
as lembranças do outro Éden
ondas brancas que molhei
quero esquecer do que vem
até o dia novo
(CORO)

Composição: