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A Espera

A. R. Berdiales

La Espera

Abre tus ojos y mírame, dime si ves algo que odiar
Mi pelo largo te habló mal de mí,
Cierro los ojos y te siento aquí
No me lleves por intuición,
Espera el turno que se me otorgó
Te temo, sólo soy yo, ni santo ni demonio
Te temo, sólo soy yo, dudando,
Temiendo llegue mi turno
Seres queridos me has llevado,
Ya varias veces me has rozado
Siegas la vida del más pudiente,
No existen riquezas para comprarte
Si te toca su helada mano
Estás perdido y sin solución
Cuídate, escápate, mira no te acorrale
Vigílala no se acerque,
Que no pueda absorber tu vida
Cuando llames a mi puerta, ojalá te pueda ignorar
Y aunque entres en mi vida lucharé para expulsarte
Ya sea accidente o enfermedad, créeme voy a luchar
Te espero sin dudar, vendrás tarde o temprano
Te espero sin remedio
Y espero que puedas tardar siglos.

A Espera

Abre os olhos e me olha, diz se vê algo pra odiar
Meu cabelo longo falou mal de mim,
Fecho os olhos e te sinto aqui
Não me leve por intuição,
Espera a vez que me foi dada
Eu te temo, sou só eu, nem santo nem demônio
Eu te temo, sou só eu, duvidando,
Temendo que chegue minha vez
Amados, você levou de mim,
Já várias vezes você me tocou
Cega a vida do mais abastado,
Não existem riquezas pra te comprar
Se te toca a mão gelada
Você está perdido e sem solução
Cuide-se, fuja, olha, não se deixe encurralar
Vigie, não deixe se aproximar,
Que não possa absorver sua vida
Quando você bater à minha porta, espero poder te ignorar
E mesmo que entre na minha vida, vou lutar pra te expulsar
Seja acidente ou doença, acredite, vou lutar
Te espero sem hesitar, você virá mais cedo ou mais tarde
Te espero sem saída
E espero que você possa demorar séculos.

Composição: