Antes
¿Cómo quieres que te quiera si ni yo me quiero?
Antes me muero de hambre que comer del suelo
Antes, pero ahora no
Ya no tengo miedo
Si me fallaste una, nunca más lo harás de nuevo
Solo le pido a Dios que me permita olvidarte
Se lo pido a mí, no volver a ser el de antes
Ante los palos tienes que demostrar aguante
En que te duela el corazón no puedes rendirte
Acuérdate de quién estuvo en esas malas tardes
Y olvida todo para mantenerte distante
Sí que no debo, pero a veces bebo pa' sanarme
O eso creo y al final de nada me sirve
Un títere sin hilos, un pájaro sin aire
Un niño arrepentido, una mancha de sangre
Te quiero ver, pero no me atrevo a hablarte
Aunque te amo, sé que no puedo perdonarte
El arte de curar las heridas al instante
El salir campeón empezando como descarte
Dicen que el tiempo hace que no sientas, aunque tarde
Y yo te siento y no necesito verte
Hay cicatrices que se curan, pero siempre arden
Hay pensamientos que destrozan, aunque sean en balde
Hay veces que la cago por pasarme de arrogante
Hay veces que decido irme para no fallarme
Echo de menos como el preso pisar la calle
Y dice mucho más lo que callo que lo que hablé
Aquella tarde de febrero no quise perder
Pero hizo falta la derrota para comprender
De qué me sirve lo que tengo si ya no te tengo
Tengo la pena pegada conmigo como un tango
Lo que demuestro ser solo oculta lo que valgo
Y tuve que perderlo todo para valorarlo
Todo lo que quise se marchó y yo esperando
Todo lo que duele me revienta
Mientras tanto, tienes que demostrar con hechos y no con llantos
Tienes que cuidar lo que amas, no menospreciarlo
Las cosas que se rompen nunca quedarán igual
Aunque lo intentes arreglar, siempre quedan fallos
El corazón me late, pero ya no siento nada
Hay veces que es mejor pasar a seguir mirando
Soy ese náufrago que espera mirando hacia el mar
Vislumbrando tu silueta que venga remando
Pero me moriré de pena creyendo pensar
Que llegará si ni siquiera te montaste al barco
Tiempo de cambiar las cosas
Antes
Como você quer que eu te ame se nem eu me amo?
Antes eu morria de fome do que comer do chão
Antes, mas agora não
Não tenho mais medo
Se você me decepcionou uma vez, nunca mais vai fazer de novo
Só peço a Deus que me deixe te esquecer
Peço a mim mesmo, não voltar a ser o que era antes
Diante das dificuldades, você tem que mostrar resistência
Quando seu coração dói, não pode desistir
Lembre-se de quem esteve nas suas tardes ruins
E esqueça tudo para se manter distante
Sei que não deveria, mas às vezes bebo pra me curar
Ou isso eu acho e no final não adianta nada
Um fantoche sem cordas, um pássaro sem ar
Uma criança arrependida, uma mancha de sangue
Quero te ver, mas não me atrevo a falar com você
Embora eu te ame, sei que não posso te perdoar
A arte de curar feridas instantaneamente
Sair campeão começando como um descartado
Dizem que o tempo faz você não sentir, mesmo que tarde
E eu te sinto e não preciso te ver
Existem cicatrizes que se curam, mas sempre ardem
Existem pensamentos que destroem, mesmo que em vão
Às vezes eu me ferro por ser arrogante demais
Às vezes decido ir embora pra não me decepcionar
Sinto falta como um preso que pisa na rua
E digo muito mais com o que calo do que com o que falei
Aquela tarde de fevereiro eu não quis perder
Mas precisei da derrota pra entender
De que adianta o que tenho se já não te tenho?
A dor tá grudada em mim como um tango
O que eu demonstro ser só esconde o que eu valho
E tive que perder tudo pra valorizar
Tudo que eu quis se foi e eu esperando
Tudo que dói me explode
Enquanto isso, você tem que mostrar com ações e não com choros
Você tem que cuidar do que ama, não menosprezá-lo
As coisas que se quebram nunca ficam iguais
Mesmo que você tente consertar, sempre ficam falhas
Meu coração bate, mas já não sinto nada
Às vezes é melhor seguir em frente do que ficar olhando
Sou esse náufrago que espera olhando pro mar
Vislumbrando sua silhueta que vem remando
Mas vou morrer de dor acreditando que
Você vai chegar se nem se subiu no barco
Hora de mudar as coisas
Composição: Aaronex, Tony Ponenka