Não, não, não manhê
Não, não, não manhê
Não vou pro canavial manhê
Eu não vou cortar cana manhê, não, não
Chorei, quando a minha mãe partiu
Pra cortar cana, no canavial
Berimbau já tocou, o feitor avisou
Mamãe não vai voltar
Oi, não, não
Não, não, não manhê
Não, não, não manhê
Não vou pro canavial manhê
Eu não vou cortar cana manhê, não, não
A minha mãe, ela não voltou
Corpo marcado, corpo marcado pelo chicote do senhor
O feitor lhe matou, ela não aguentou
O que eu vou fazer?
Não, não
Não, não, não manhê
Não, não, não manhê
Não vou pro canavial manhê
Eu não vou cortar cana manhê, não, não
Feitor maldito, já mandou me açoitar
Me amarrou no tronco, pra depois me aprisionar
No meio da cana doce, o melado do meu sangue
Dentro do canavial
Oi, não, não
Não, não, não manhê
Não, não, não manhê
Não vou pro canavial manhê
Eu não vou cortar cana manhê, não, não
Sofri, pela liberdade
Lutei, para não morrer
Quebrei, todas as correntes
E hoje, tenho tudo o que eu quis
Oi, não, não
Não, não, não manhê
Não, não, não manhê
Não vou pro canavial manhê
Eu não vou cortar cana manhê, não, não