Não tem escada de volta
Só o peso do que eu aprendi lá embaixo
Eu subo sem pressa, sem pedir perdão
Carregando o que era pra ter me destruído
Não virei outro homem, virei inteiro
Com a sombra e a luz cabendo no mesmo peito
Não é vitória, não é final feliz
É só aprender a andar com o que dói
Levo o abismo dentro do peito
Não como cicatriz, mas como raiz
Eu subo
Carregando o que eu neguei
Eu subo
Inteiro, com tudo que sobrou
Eu volto diferente, não volto inteiro igual
Carrego o abismo como parte do meu chão
Não apaguei a sombra, eu caminho com ela
Não sou mais quem desceu, nem quem morreu lá no fundo
Sou o que sobrou depois de tudo cair
E isso, só isso, já basta pra seguir
Quem me vir vai achar que eu tô igual
Mas por dentro eu carrego outro mapa
Sei onde o chão pode se abrir de novo
E sei que dessa vez eu não vou correr
Não busco mais um fim que me salve
Busco só seguir com o que aprendi
Que a queda também é parte do caminho
E o que desce, um dia, também sobe
Eu volto diferente, não volto inteiro igual
Carrego o abismo como parte do meu chão
Não apaguei a sombra, eu caminho com ela
Não sou mais quem desceu, nem quem morreu lá no fundo
Sou o que sobrou depois de tudo cair
E isso, só isso, já basta pra seguir
Eu volto diferente, não volto inteiro igual
Carrego o abismo como parte do meu chão
Não sou mais quem desceu, nem quem morreu lá no fundo
Sou o que sobrou depois de tudo cair
Eu subo inteiro