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Justiça Espiritual

Abramelin

Spiritual Justice

Waiting to die, waiting to die.
The lonely horror of this concrete hell.
Eating my last supper,
I recall the lives I've swallowed.
Priests and guards now at my room,
cold and heartless stares.
My throat is dry, my heart pounds, struck with
terror- cold sweat runs!
Sitting in my death throne, arms and legs strapped tight.
Electric crown, my sure demise,
adorns my shaven head.
The switch is thrown, a power surge, the lights begin to dim.
My bowels give way, my brain implodes,
my blood starts to boil.
Darkness falls, no more pain,
awaiting my damnation,
Biding my time for eternity.
A light appears, a blinding light, brighter than a
thousand suns.
A darkened figure reaches out takes me
by the hand.
No time wasted, pain begins.
Repayment time, for all my sins.
Descending into a world of hate.
Vast swelling clots in an ocean of blood,
Agonising torment, death so divine.
Clawing with my fingers, rasping at my eyes,
Tears of blood streaming down my face,
Howling in pain separating flesh from bone...
Rich pain pours from crying wounds,
Countless souls in putrid tombs.
Crimson mountains, landscapes of gore.
No redemption... for me!

Justiça Espiritual

Esperando pra morrer, esperando pra morrer.
O horror solitário desse inferno de concreto.
Comendo minha última ceia,
Lembro das vidas que engoli.
Padres e guardas agora na minha sala,
Olhares frios e sem coração.
Minha garganta tá seca, meu coração dispara, atingido por
terror - o suor frio escorre!
Sentado no meu trono da morte, braços e pernas amarrados.
Coroa elétrica, minha certeza de fim,
Adorna minha cabeça raspada.
A chave é acionada, uma sobrecarga de energia, as luzes começam a apagar.
Minhas entranhas se entregam, meu cérebro implode,
Meu sangue começa a ferver.
A escuridão cai, não há mais dor,
Aguardando minha condenação,
Contando o tempo por toda a eternidade.
Uma luz aparece, uma luz ofuscante, mais brilhante que mil
sóis.
Uma figura sombria se estende e me pega
pela mão.
Sem tempo a perder, a dor começa.
Hora de pagar, por todos os meus pecados.
Descendo para um mundo de ódio.
Grandes coágulos se formando em um oceano de sangue,
Tormento agonizante, morte tão divina.
Arranhando com meus dedos, raspando meus olhos,
Lágrimas de sangue escorrendo pelo meu rosto,
Uivando de dor, separando carne de osso...
Dor rica jorra de feridas que choram,
Incontáveis almas em tumbas podres.
Montanhas carmesim, paisagens de carnificina.
Sem redenção... pra mim!

Composição: