Mago Del Paraguas
Sobre un tejado lleno de carbón
Mago del paraguas nunca viste el sol
Cenicienta tu pasado fue
sin tristeza, sueños de algodón.
Tus recuerdos son cenizas de papel
que en tu sombra de sonrisas siempre lamenté.
Bajo una lluvia pliegas la razón
Mago tu paraguas siempre se cerró
tu estatua firme vientos soportó
desterraste toda su ilusión.
Te proteges de la carne de la luz
que en tu imagen de cemento se ocultó.
Ya no imaginas que la libertad
son las palabras que nadie escuchó
las promesas, no la viva voz
un fragmento triste de la luz.
Mago do Guarda-Chuva
Sobre um telhado cheio de carvão
Mago do guarda-chuva nunca viu o sol
Cinderela, teu passado foi
sem tristeza, sonhos de algodão.
Teus recuerdos são cinzas de papel
que na tua sombra de sorrisos sempre lamentei.
Sob uma chuva, dobra a razão
Mago, teu guarda-chuva sempre se fechou
tua estátua firme suportou os ventos
desterraste toda a sua ilusão.
Te proteges da carne da luz
que na tua imagem de cimento se ocultou.
Já não imaginas que a liberdade
são as palavras que ninguém escutou
as promessas, não a voz viva
um fragmento triste da luz.