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Nenhuma

Adriana Varela

Ninguna

Escuchar
mientras leo
Esta puerta se abrió para tu paso.
Este piano tembló con tu canción.
Esta mesa, este espejo y estos cuadros
guardan ecos del eco de tu voz.
Es tan triste vivir entre recuerdos...
Cansa tanto escuchar ese rumor
de la lluvia sutil que llora el tiempo
sobre aquello que quiso el corazón.

No habrá ninguna igual, no habrá ninguna,
ninguna con tu piel ni con tu voz.
Tu piel, magnolia que mojó la luna.
Tu voz, murmullo que entibió el amor.
No habrá ninguna igual, todas murieron
en el momento que dijiste adiós.

Cuando quiero alejarme del pasado,
es inútil... me dice el corazón.
Ese piano, esa mesa y esos cuadros
guardan ecos del eco de tu voz.
En un álbum azul están los versos
que tu ausencia cubrió de soledad.
Es la triste ceniza del recuerdo
nada más que ceniza, nada más...

Nenhuma

Escutar
enquanto leio
Esta porta se abriu para você passar.
Este piano tremeu com sua canção.
Esta mesa, este espelho e esses quadros
guardam ecos do eco da sua voz.
É tão triste viver entre lembranças...
Cansa tanto ouvir esse sussurro
da chuva sutil que chora o tempo
sobre aquilo que o coração desejou.

Não haverá nenhuma igual, não haverá nenhuma,
nenhuma com sua pele nem com sua voz.
Sua pele, magnólia que molhou a lua.
Sua voz, murmúrio que aquecia o amor.
Não haverá nenhuma igual, todas morreram
no momento em que você disse adeus.

Quando quero me afastar do passado,
é inútil... me diz o coração.
Esse piano, essa mesa e esses quadros
guardam ecos do eco da sua voz.
Em um álbum azul estão os versos
que sua ausência cobriu de solidão.
É a triste cinza da lembrança
nada mais que cinza, nada mais...

Composição: Raúl Fernández Siro-homero Manzi