Volvé
Hondamente abatida por la ausencia de un querer
Escuché que así decía una pobre mujer
Desde que te fuiste del cotorro ando tan triste
Si supieras que no tengo para nada voluntad
Todo lo veo empañado de tanto como he llorado
Ya no hay en mi pecho; para el daño que me has hecho
Te lo juro ni un chiquito de rencor; ¡ten caridad!
Cada vez te quiero más; y yo sin tus caricias de vivir no soy capaz
Volvé; mirá; volvé engáñame nomás
No te molestaré con celos jamás
Vos serás como vos quieras; para todas las mujeres
Y yo no pensaré si me engañas o no
Pero a mi la'o volvé; volveme a mentir o me matarás
Que de vivir sin vos; no soy capaz
No hay un desalmado que merezca ser odiado y olvidado
Como vos merecerías; bien lo sé
Pero yo no sabré odiarte; porque nací para amarte
Sé que soy cobarde; más no puedo
Ni deseo hacer alarde de un orgullo que no siento, ¿y para qué?
Sé que ya no me querés; que ya vivís con otra
Pero así y todo volvé
Volte
Profundamente abatida pela ausência de um amor
Ouvi que assim dizia uma pobre mulher
Desde que você foi embora, ando tão triste
Se soubesse que não tenho vontade pra nada
Tudo vejo embaçado de tanto que eu chorei
Já não há em meu peito; para a dor que você me causou
Te juro, nem um pouquinho de rancor; tenha compaixão!
Cada vez te quero mais; e eu sem suas carícias de viver não sou capaz
Volte; olha; volte, me engane só mais uma vez
Não vou te incomodar com ciúmes jamais
Você será como quiser; para todas as mulheres
E eu não vou pensar se me engana ou não
Mas do meu lado, volte; volte a me mentir ou me matará
Porque de viver sem você; não sou capaz
Não há um desalmado que mereça ser odiado e esquecido
Como você mereceria; bem sei
Mas eu não saberei te odiar; porque nasci para te amar
Sei que sou covarde; mas não posso
Nem desejo fazer alarde de um orgulho que não sinto, e pra quê?
Sei que já não me quer; que já vive com outra
Mas mesmo assim, volte.
Composição: Edgardo Donato, Luis Bayón Herrera