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Raposa Traíra

Agustin Magaldi

Zorrita Maula

Escuche aparcero: Jue en un mes de julio
Azotaba el viento por los pajonales
Y en la noche fría se quejaba fuerte
Al chocar furioso con los sauces
Ya cuasi dormido sobre el catre de tientos
Un silbido largo vino a despertarme
Me hice el que roncaba, mientras mi chiruza
Conoció las señas del gaucho traidor

Se ganó la puerta del ranchito a tientas
Despegó la tranca sin temor a nadie
Y al salir pa' juera la zorrita maula
Se perdió en las sombras de los pajonales
Me largué del catre; pero no hice al tiempo
Iban ya al galope; bajo los sauzales
Y ahí nomás en pelo; sobre mi azulejo
De una taloneada; los crucé a los dos

¿Dónde va el tropero? Parése (le dije)
No se arrea ansina por estos lugares
Largue esa potranca pa' contramarcarla
Que los de mi tropa valen o no valen

Después aparcero fue breve la lucha
Un barbijo a ella le di por cobarde
Y el hombre vencido cargando su presa
Con un gesto fiero marca'o se huyó

Raposa Traíra

Escuta, parceiro: Jogava em um mês de julho
O vento batia forte pelos capins
E na noite fria, ele se queixava alto
Ao chocar furioso com os salgueiros
Já quase dormindo sobre o catre de cordas
Um assobio longo veio me acordar
Fingi que roncava, enquanto minha chiruza
Reconheceu os sinais do gaúcho traidor

Conseguiu a porta do rancho às tateadas
Destrancou a tranca sem medo de ninguém
E ao sair pra fora, a raposa traíra
Se perdeu nas sombras dos capins
Levantei do catre; mas não fiz tempo
Já iam a galope; sob os salgueiros
E ali mesmo, a cavalo; sobre meu azulejo
Com um talonada; cruzei os dois

Onde vai o tropeiro? Para (eu disse)
Não se arreia assim por esses lugares
Solte essa potranca pra contramarcá-la
Que os da minha tropa valem ou não valem

Depois, parceiro, a luta foi rápida
Um tapa nela eu dei por covarde
E o homem vencido, levando sua presa
Com um gesto feroz, marcado, fugiu.

Composição: Francisco Brancatti-Agustín Magaldi