Entel Maganda
Piposu na beira da boca
No bar descolado de Bodrum
Todo mundo tá se metendo
Ninguém ficou do seu lado
As barbas na pedra do chão
Ergam-se no meio do lugar
Esperando ser reconhecido
Você acha que tá em um espelho
Uma mão na televisão
A outra na sua cabeça
O gosto das coisas se foi
Entre os seus dentes
Para os outros, é humanista
Com a esposa, é um tio
Como consegue, não sei
Ser os dois ao mesmo tempo
Falando, é de esquerda
Vivendo, é um bagunceiro
Se misturou ao oportunismo
Um típico do meio termo
Um Deus e um servo
Um baterista e um carinha
Por mais que você negue
É tanto gigolô quanto viúvo
Você tá de um lado, tá do outro
É um vagabundo, sempre na farra
Agora para de fazer papel
Você é um entel maganda
Ei, ladrão de arte
Ei, sem talento
Seja um pouquinho mais decente
Deixa essa sanfona de lado