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Céu Azul

Ahmet Kaya

Gökyüzü

Geçiyor önümden sirenler içinde
Ah eller üstünde, çiçekler içinde
Dudaðýnda yarým bir sevdanýn hüznü
Aslan gibi göðsü, türküler içinde

Rastlardým avluda hep volta atarken
Cigara içerken yahut coplanýrken
Kimseyle konuþmaz dal gibi titrerdi
Çocukça sevdiði çiçeði sularken

Diyarbakýrlýymýþ, adý Bahtiyar
Suçu saz çalmakmýþ öðrendiðim kadar
Geçiyor önümden gül güzlü Bahtiyar
Yaraldýðým yerde kalan sazý kadar.

Beni tez saldýlar o kaldý içerde
Çok sonra duydum ki Yozgat' ta sürgünde
Ne yapsa ne etse üstüne gitmiþler
Mavi gökyüzünü ona dar etmiþler.

Gazete de çýktý üç satýr yazýyla
Uzamýþ sakalý çatlamýþ sazýyla
Birileri ona, ölmedin, diyordu
Ölüm yanýnda hüzünle gülüyordu.

Diyarbakýrlýymýþ, adý Bahtiyar
Suçu saz çalmakmýþ öðrendiðim kadar
Geçiyor önümden gül güzlü Bahtiyar
Yaraldýðým yerde kalan sazý kadar.

Céu Azul

Passando na minha frente, sirenes ao redor
Ah, mãos sobre, flores ao redor
Na sua boca, a tristeza de um amor
Peito de leão, entre canções

Eu sempre encontrava no pátio, enquanto andava
Fumando um cigarro ou sendo agredido
Não falava com ninguém, tremia como um galho
Regando a flor que amava como uma criança

Dizem que é de Diyarbakır, seu nome é Bahtiyar
O crime era tocar sanfona, pelo que aprendi
Passando na minha frente, o belo Bahtiyar
Como a sanfona que ficou onde me feri.

Me soltaram rápido, ele ficou lá dentro
Muito tempo depois, soube que estava exilado em Yozgat
Fizesse o que fizesse, o perseguiam
Fizeram do céu azul um lugar apertado pra ele.

Saiu no jornal, com três linhas escritas
Com a barba longa, sanfona rachada
Alguém dizia pra ele, você não morreu
Ele sorria com tristeza ao lado da morte.

Dizem que é de Diyarbakır, seu nome é Bahtiyar
O crime era tocar sanfona, pelo que aprendi
Passando na minha frente, o belo Bahtiyar
Como a sanfona que ficou onde me feri.