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Algo Chegou ao Fim

Akos

Valami Véget Ért

Forró betonon hasalok,
távoli hang csak a gyász,
lassan lüktet egy ér,
fellobog halkan a láz.
Sima tenyér a hátamhoz ér.
Ó csak játszik a szél.
Tudom, már messze vagy rég..
Bennem minden halk szavad él.

Halott virágok illatát nyögik a fák
és megrázkódik a táj,
valami véget ért, valami fáj.

Ahogy fölém nõ az éj...
álmodni nem hagy a vád.
Ha becsukom fáradt szemem
tekinteted az arcomba vág.
Szemed tüzénél megvakulok,
de lassan újra feljön a nap..
Nélküled semmi vagyok.

Halott virágok illatát nyögik a fák
és megrázkódik a táj,
valami véget ért, valami fáj.

Halott virágok illatát nyögik a fák
és megrázkódik a táj,
valami véget ért, valami véget ért,
valami véget ért… valami fáj.

Algo Chegou ao Fim

No asfalto eu me arrasto,
uma voz distante só traz luto,
uma veia pulsa devagar,
e a febre arde em silêncio.
Uma palma toca minhas costas.
Ah, o vento só está brincando.
Sei que você já está longe...
Dentro de mim, cada palavra sua vive.

As árvores gemem com o cheiro de flores mortas
e a paisagem treme,
algo chegou ao fim, algo dói.

Enquanto a noite cresce sobre mim...
as acusações não me deixam sonhar.
Se eu fechar meus olhos cansados,
seu olhar corta meu rosto.
Na chama dos seus olhos eu me cego,
mas devagar o sol volta a nascer...
Sem você, sou nada.

As árvores gemem com o cheiro de flores mortas
e a paisagem treme,
algo chegou ao fim, algo dói.

As árvores gemem com o cheiro de flores mortas
e a paisagem treme,
algo chegou ao fim, algo chegou ao fim,
algo chegou ao fim... algo dói.

Composição: