Bratskij val'sok
Pust' veter krepchaet, a nam tryn-trava
Chto znoj, chto ianvarskaia v'iuga.
Po miru guliaet bol'shaia bratva,
Postrelivaia drug v druga.
I vse do baldy, tesnee riady.
Schitaj, chto eshche mgnoven'e, -
I chislennost' nashej rossijskoj bratvy
Sravnitsia s muzhskim naselen'em.
Kto kozyri kupit - pobeda v rukakh,
A kto ne kupil - pust' pasuet.
Bol'shaia bratva zasedaet v verkhakh,
Pomel'che bratva golosuet.
Bratva kirpichom podstrigaet botvu
I chesti svoej ne roniaet,
Bratva v militsejskoj forme bratvu
Ot toj zhe bratvy okhraniaet.
Vot tretij zvonok, svet v zale pogas,
Ia snova stoiu v kulisakh.
Mne tak ne khvataet shtanov "Adidas"
I strizhki "V gostiakh u Lisa".
No chuiu, chto den' priblizitsia moj,
Podnimem povyshe planku,
Ia vyjdu k narodu i vseiu stranoj
My khorom grianem "Taganku":
Taganka, vse nochi polnye ognia.
Taganka, za chto sgubila ty menia?
Taganka, ia tvoj bessmennyj arestant,
Pogibli iunost' i talant v tvoikh stenakh...
Valsa dos Irmãos
Deixa o vento soprar, e a gente vai na boa
Seja calor, seja a nevasca de janeiro.
Pela cidade, a grande galera avança,
Trocando ideia entre si.
E tudo na paz, mais perto, lado a lado.
Acha que é só um instante, -
E a quantidade da nossa irmandade russa
Se compara à população masculina.
Quem compra os trunfos - a vitória tá na mão,
E quem não comprou - que se dane.
A grande galera se reúne lá em cima,
E a galera menor faz barulho.
A galera corta a grama com tijolo
E não perde a sua honra,
A galera em farda protege a galera
Da mesma galera, é claro.
Aqui vem o terceiro sinal, a luz na sala se apaga,
Eu de novo tô nas sombras.
Tô sentindo falta da calça "Adidas"
E do corte "Na casa da Lisa".
Mas sinto que meu dia vai chegar,
Vamos levantar a barra,
Eu vou pra rua e por todo o país
Vamos juntos gritar "Taganka":
Taganka, todas as noites cheias de fogo.
Taganka, por que você me destruiu?
Taganka, sou seu prisioneiro eterno,
Perdi a juventude e o talento dentro das suas paredes...