Ej Ne Nravitsia (To, Chto Prinimaiu Ia)
Ona ne znaet, kak zhit', ej prosto tiazhelo byt' odnoj
Ona ne pomnit, kak zvuchit ee imia, kogda ego proiznosit drugoj
Ona voet na Lunu, kak rebenok, raspugivaia stai zver'ia
No ej ne nravitsia to, chto prinimaiu ia
Ee nezhnost' bestsenna, ee sviatost' vedet poezda
Ee liubov' taet radugoj v nebe, v tom meste gde dolzhna byt' zvezda
Ej nravitsia pozhar Karfagena, nravitsia zapakh ognia
No ej ne nravitsia to, chto prinimaiu ia
A ty volnuesh'sia, zachem ehti deti zadumchivo gliadiat tebe vsled
Oni znaiut, chto slepoj stanet printsem, esli v dome ne platiat za svet
A v monastyrskikh sadakh, pod zvukom kolokla slyshno svirel'
Na cherno-beloj listve uzhe napisano slovo "Aprel'"
Ia znaiu, gde zdes' gaz i gde tormoz, no ne stanu kasat'sia rulia
Ved' ej ne nravitsia to, chto prinimaiu ia
Ela Não Gosta (Do Que Eu Aceito)
Ela não sabe como viver, é difícil pra ela estar sozinha
Ela não lembra como soa seu nome, quando é pronunciado por outro
Ela grita para a Lua, como uma criança, assustando a matilha
Mas ela não gosta do que eu aceito
Sua delicadeza é sem igual, sua santidade leva trens
Seu amor derrete como um arco-íris no céu, naquele lugar onde deveria estar a estrela
Ela gosta do incêndio de Cartago, gosta do cheiro de fumaça
Mas ela não gosta do que eu aceito
E você se preocupa, por que essas crianças te olham pensativas
Elas sabem que um cego se tornará príncipe, se não pagarem a luz em casa
E nos jardins do mosteiro, ao som do sino, ouve-se um flautista
Na folhagem preto e branca já está escrito a palavra "Abril"
Eu sei onde está o gás e onde é o freio, mas não vou tocar no volante
Pois ela não gosta do que eu aceito