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Ivan Bodkhidkharma

Akvarium

Ivan Bodkhidkharma

Ivan Bodkhidkharma dvizhetsia s iuga
Na kryl'iakh vesny;
On p'et iz reki,
V kotoroj byl led.
On derzhit v rukakh geografiiu
Vsekh nashikh komnat,
Kvartir i strastej;
I belyj tigr molchit,
I sinij drakon poet;
On vylechit tekh, kto slyshit,
I mozhet byt' tekh, kto umen;
I on rasskazhet tem, kto khochet vse znat',
Istoriiu svetlykh vremen.

On dvizhetsia mimo stroenij, v kotorykh
Stremiatsia izbegnut' sud'by;
On legche, chem dym;
Skvoz' plastmassu i zhest'
Ivan Bodkhidkharma sklonen videt' derev'ia
Tam, gde my sklonny videt' stolby;
I esli stalo svetlej,
To, vidimo, on uzhe zdes';
On vylechit tekh, kto slyshit,
I, mozhet byt' tekh, kto umen;
I on rasskazhet tem, kto khochet vse znat',
Istoriiu svetlykh vremen.

Ivan Bodkhidkharma

Ivan Bodkhidkharma se move do sul
Com as asas da primavera;
Ele canta do rio,
Onde havia gelo.
Ele segura em suas mãos a geografia
De todos os nossos quartos,
Apartamentos e paixões;
E o tigre branco fica em silêncio,
E o dragão azul canta;
Ele cura aqueles que ouvem,
E talvez aqueles que sabem;
E ele contará a quem quiser saber tudo,
A história de tempos brilhantes.

Ele se move entre os edifícios, onde
Tentam escapar do destino;
Ele é mais leve que fumaça;
Através do plástico e do metal
Ivan Bodkhidkharma é capaz de ver as árvores
Onde nós tendemos a ver postes;
E se ficou mais claro,
Então, aparentemente, ele já está aqui;
Ele cura aqueles que ouvem,
E, talvez, aqueles que sabem;
E ele contará a quem quiser saber tudo,
A história de tempos brilhantes.

Composição: