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Da Vazia Que Nos Consome

Akvarium

Iz Siiaiushchej Pustoty

V zheleznom dvortse grekha zhivet nash laskovyj vrag:
Na nem kopyta i khvost, i zolotom vyshit zhilet -
A gde-to v nego vliublena deva piatnadtsati let,
Potomu chto s sosediami skuchno, a s nim - mozhet byt', net.

Udarim v malinovyj zvon; spasem vsekh dev ot nego, podletsa;
Posadim ikh vsekh pod zamok, a k dveriam prilozhim pechat'.
No devy moral'no sil'ny i strast' kak ne liubiat skuchat',
I sami postroiat dvorets, i najdut kak vyzvat' zhil'tsa.

Po moriu plyvet parokhod, iz truby berezovyj dym;
Na mostike sam kapitan, ves' v belom, s mednoj truboj.
A snizu plyvet morskoj zmej i tashchit ego za soboj;
No, esli pro ehto ne znat', mozhno dolgo byt' molodym.

Esli by ia byl odin, ia by vsiu zhizn' iskal, gde ty;
Esli by nas bylo sto, my by peli za kruglym stolom -
A tak neizvestnyj nam, no pokhozhij
Na iastreba s iasnym krylom,
Gliadit na sebia i na nas iz siiaiushchej pustoty.

Tak ostavim mirskie dela i vse uedem v Tibet,
Khodit' iz Nepala v Sikkim zagadochnoj gornoj tropoj;
A nash kapitan priplyvet k deve piatnadtsati let,
Oni narozhaiut detej i stanut sami soboj.
Esli by ia byl odin, ia by vsiu zhizn' iskal, gde ty;
Esli by nas bylo sto, my by peli za kruglym stolom -
A tak neizvestnyj nam, no pokhozhij
Na iastreba s iasnym krylom,
Gliadit na sebia i na nas iz siiaiushchej pustoty.

Da Vazia Que Nos Consome

No castelo de ferro, o pecado vive nosso doce inimigo:
Com patas e cauda, e um colete bordado em ouro -
E dentro dele, uma moça apaixonada de quinze anos,
Porque com os vizinhos é chato, mas com ele - talvez, não.

Vamos tocar o sino vermelho; vamos salvar todas as garotas dele, o traíra;
Vamos trancá-las todas, e na porta vamos colocar um selo.
Mas as garotas são moralmente fortes e a paixão como não gostam de ficar entediadas,
E elas mesmas vão construir o castelo, e vão descobrir como chamar o morador.

Pelo mar navega um vapor, de sua chaminé sai fumaça de bétula;
Na ponte está o capitão, todo de branco, com um tubo de cobre.
E embaixo nada um dragão marinho e o arrasta consigo;
Mas, se não souber disso, pode-se ficar jovem por muito tempo.

Se eu estivesse sozinho, eu passaria a vida toda procurando onde você está;
Se fôssemos cem, cantaríamos em volta da mesa -
Mas assim, um desconhecido para nós, mas parecido
Com um gavião de asas claras,
Olha para si mesmo e para nós da vazia que nos consome.

Então vamos deixar as coisas do mundo e todos vamos para o Tibete,
Caminhando do Nepal para Sikkim por uma trilha montanhosa enigmática;
E nosso capitão vai chegar à moça de quinze anos,
Eles vão ter filhos e se tornar eles mesmos.
Se eu estivesse sozinho, eu passaria a vida toda procurando onde você está;
Se fôssemos cem, cantaríamos em volta da mesa -
Mas assim, um desconhecido para nós, mas parecido
Com um gavião de asas claras,
Olha para si mesmo e para nós da vazia que nos consome.

Composição: