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A Juventude é um Veneno

Akvarium

Nauki Iunoshej

Nauki iunoshej pitaiut,
No kazhdyj iunosh - kak piton,
I on s zemli svoej sletaet,
Nadev na golovu bidon.
Na nem visiat odezhdy pes'i;
Svetlee solntsa samogo,
On gordo reet v podnebes'i,
Sovsem ne znaia nichego.

Pod nim reka, nad neiu - drevo,
Tam ryby padaiut na dno.
A mezh kustami brodit deva,
I vse, chto est', u nej vidno.
I on v poryve iunoj strasti
Letit na devu svysoka,
Krichit i rvet ee na chasti,
I mnet za nezhnye boka.

Projdet zima, nastanet leto,
I stanet vse emu ne to;
Grozit on deve pistoletom,
I vse speshit nadet' pal'to.
Proshchaj, zlodej, venets prirody;
Gryzi zubami provoda;
Tebe mladencheskoj svobody
Ne videt' bol'she nikogda.

A Juventude é um Veneno

A juventude é um veneno,
Mas cada jovem é como uma cobra,
E ele do seu chão se despenca,
Colocando um tambor na cabeça.
Nele roupas de canções pendem;
Mais brilhante que o próprio sol,
Ele orgulhosamente voa no céu,
Sem saber de nada.

Debaixo dele um rio, sobre ele uma árvore,
Ali peixes caem no fundo.
E entre os arbustos uma moça perambula,
E tudo que há, ela mostra.
E ele, em um ímpeto de juventude,
Voa na moça de cima,
Grita e a despedaça,
E a aperta com suas mãos delicadas.

A primavera vai passar, o verão vai chegar,
E tudo vai parecer diferente;
Ele ameaça a moça com uma pistola,
E todos se apressam a vestir um casaco.
Adeus, ladrão, filho da natureza;
Morda os fios com seus dentes;
A você, liberdade infantil,
Nunca mais verá ninguém.

Composição: