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Trólebus

Akvarium

Tramvaj

Blizilas' noch';
Rel'sy nesli svoj gruz.
Tramvaj ne byl polon,
Fakticheski on byl pust.
Krome dvukh-trekh plotnikov,
Kotorykh ne znal nikto,
Sud'i, kotoryj ushel s raboty,
I dzhentl'mena v pal'to.

Sud'ia skazal: "Uzhe pozdno,
Nam vsem pora po domam.
No Budda v serdtse, a bes v rebro:
Molchat' sejchas - ehto sram.
Skam'ia podsudimykh vsegda polna,
My po krajnej mere v ehtom ravny.
No esli kazhdyj iz nas voz'met vinu na sebia,
To na vsekh ne khvatit viny."

Plotnik postavil stakany na pol
I otvetil: "Da, delo - truba.
Mnogie zdes' schitaiut zhizn' shutkoj,
No ehto ne nasha sud'ba.
Lichno ia gotov otvetit' za vse,
A mne est' za chto otvechat'.
No ia poiu, kogda ia stroiu svoj gorod,
I ia ne mogu molchat'."

Sud'ia dostal iz karmana den'gi
I vybrosil ikh v okno.
On skazal: "Ia znaiu, chto ehto ne nuzhno,
No vse-taki - gde zdes' vino?
Edva li my vstretimsia zdes' eshche raz
Pod ehtim sinim plashchom,
I ia proshu proshchen'ia za vse, chto ia sdelal,
I ia khochu byt' proshchen!"

Kogda voshel kontroler,
Skorost' perevalila za sto.
On dazhe ne stal proveriat' bilety,
On lish' poprosil sniat' pal'to.
V vagone bylo teplo,
I noch' podkhodila k kontsu,
I tramvaj uzhe shel tam, gde ne bylo rel'sov,
Vykhodia napriamuiu k kol'tsu.

Trólebus

A noite se aproximava;
Os trilhos não carregavam sua carga.
O trólebus não estava cheio,
Na verdade, ele estava vazio.
Além de dois ou três pedreiros,
Que ninguém conhecia,
O juiz que saiu do trabalho,
E um cavalheiro de paletó.

O juiz disse: "Já é tarde,
Está na hora de todos voltarem pra casa.
Mas Budda no coração, e demônio na costela:
Ficar quieto agora é uma vergonha.
A sala dos réus sempre está cheia,
Pelo menos nisso somos iguais.
Mas se cada um de nós assumir a culpa,
Não vai ter vinho pra todos nós."

O pedreiro colocou os copos na mesa
E respondeu: "Sim, a coisa é séria.
Muitos aqui acham a vida uma piada,
Mas esse não é nosso destino.
Pessoalmente, estou pronto pra responder por tudo,
E eu tenho motivos pra isso.
Mas eu bebo quando construo minha cidade,
E não posso ficar calado."

O juiz tirou dinheiro do bolso
E jogou pela janela.
Ele disse: "Eu sei que isso não é necessário,
Mas mesmo assim - onde está o vinho?
Mal vamos nos encontrar aqui de novo
Debaixo desse manto azul,
E eu peço perdão por tudo que fiz,
E eu quero ser perdoado!"

Quando o cobrador entrou,
A velocidade ultrapassou cem.
Ele nem se deu ao trabalho de checar os bilhetes,
Só pediu pra tirar o paletó.
No vagão estava quente,
E a noite chegava ao fim,
E o trólebus já seguia pra onde não havia trilhos,
Saindo direto pro anel.

Composição: