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Algoz

Al Sirat

Oprawca

A kiedy juz zaufam ci, jak dlugo potrwa,
nim mi pokazesz, ze to co dalem, to duzo za malo
I tak na prawde nie stalo sie nic ...
mierzylem ci swoja wlasna miara, chronilem
sam nadstawiajac grzbiet, slepo wierzylem
we wszystkie klamstwa twoje, przeciez przyswiecal
nam wspolny cel
pot I krew, tylko gdzie jest sens, zamiast naprzod isc
chronie wielkie nic, ktore mam ...
budze sie samotny wsrod klamstw, oprawca bez twarzy
popycha mnie dalej, na dowod ze nigdy nie jest tak zle,
by nie mozna bylo odebrac wiecej
budze sie samotny wsrod klamstw, oprawca bez twarzy zarzuca siec
nieme legiony skaleczonych istnien, samotne ocierajac sie o siebie do krwi
czy jeszcze kiedys uwierza w slowa? dogonia sny?
bog wciaz ginie z naszych rak
jesli dlon karmiaca cie ugryzie, to bacz
pewnego dnia, zawinieta w piesc, zmiazdzy ci twarz

Algoz

E quando eu já confiar em você, quanto tempo vai durar,
antes de você me mostrar que o que eu dei foi muito pouco?
E na verdade, não aconteceu nada...
Eu te medi com a minha própria régua, me protegi
me entregando, acreditei cegamente
em todas as suas mentiras, afinal, tínhamos
um objetivo em comum.
Suor e sangue, mas onde está o sentido, em vez de seguir em frente
protejo um grande nada que eu tenho...
Acordo sozinho entre mentiras, algoz sem rosto
me empurra pra frente, como prova de que nunca é tão ruim,
que não se pode tirar mais.
Acordo sozinho entre mentiras, algoz sem rosto lança a rede
legões mudas de existências feridas, sozinhas se esfregando até sangrar.
Será que um dia ainda acreditarão nas palavras? Alcançarão os sonhos?
Deus ainda morre das nossas mãos.
Se a mão que te alimenta te morder, então fique atento,
um dia, fechada em punho, esmagará seu rosto.