395px

Um tango para Esthercita

Alberto Mastra

Un tango para Esthercita

Milonga, milonga,
qué sola te mueres.
Milonga que tus citas tienen
una historia larga y una vida breve.
Tus trenzas, tu talle,
Chiclana y la calle,
dejaron en los arrabales
temas de percales, esquina y farol

Tuviste el primer novio,
muchachita, y después
ya no te vimos más
pasar para el taller.
Las copas y los tangos,
las repetidas citas
hicieron de Esthercita otra mujer.
Delfino en "Milonguita"
te evoca en su compás
tu corta pollerita,
tu trenza, tu percal.
Después, de cuando en cuando,
por la letra de un tango,
supimos de tu vida, nada más.

Milonga, milonga,
qué sola te mueres.
Milonga que tus citas tienen
una historia larga y una vida breve.
Ahora te lloran
las criollas guitarras,
y son sus acordes sonoros
seis caminos de oro
que te buscarán.

Um tango para Esthercita

Milonga, milonga,
que solidão te consome.
Milonga que teus encontros têm
uma história longa e uma vida curta.
Tuas tranças, tua cintura,
Chiclana e a rua,
deixaram nos subúrbios
temas de tecidos, esquina e lampião.

Você teve o primeiro namorado,
menina, e depois
nunca mais te vimos
passar pelo ateliê.
As taças e os tangos,
os encontros repetidos
fizeram de Esthercita outra mulher.
Delfino em "Milonguita"
te evoca em seu compasso
tua saia curta,
tuas tranças, teu tecido.
Depois, de vez em quando,
pela letra de um tango,
soubemos da tua vida, só isso.

Milonga, milonga,
que solidão te consome.
Milonga que teus encontros têm
uma história longa e uma vida curta.
Agora te choram
as guitarras crioulas,
e são seus acordes sonoros
seis caminhos de ouro
que te buscarão.

Composição: