Ando me despedindo aos poucos
Da sensação de ver você me olhar de novo
Com seus olhos que sabiam que eu aceitava tão pouco
Se eu não podia me amar como eu amaria o outro?
Eu era bom quando eu era péssimo e eu nem tava tão
Louco
Não vou viver tudo de novo
Você quer guerra, eu quero em dobro
É só olhar nos meus olhos, eu cansei desse jogo
Lamentavelmente, eu decidi deixar
Que a cicatriz tomasse conta de mim
Então, subitamente, eu me vi afundar
Na última gota que restava de ti
Eu sou só um cara mal (tão mal, tão mal)
Que afoga minhas inseguranças em erros que não são meus
Eu sou só um cara mal (tão mal, tão mal)
Que acreditou cegamente naquilo que me prometeu
Eu sou sua culpa
A dona das suas mentiras
Das promessas vazias
Eu sou sua cura
Que traz de volta os seus dias
Nada mais te limita
Dói, dói, dói
Ver que o errado sou eu
E que o problema era eu
Mas como dói, dói, dói
Se desfazer do cálice
Que meu coração bebeu
Da beleza triste
Me sinto tão vulnerável
E se existe, não é fácil me achar importante
Eu repito que viver em prol de alguém é palpável
Admito que eu me faço me ver ignorante
Que culpa eu tenho? (Que culpa eu tenho?)
A vida tem sido cruel demais
Me falta sabedoria, mas não me falta empenho
Eu sou produto do que a dor me traz
Mas eu ainda amo vivência de rua
Eu amo disco de vinil
Eu amo vídeo cassete
É que eu amo cantar
Eu amo me amargurar
Eu amo quando para o beat e toca o trompete
Louco
Não vou viver tudo de novo
Você quer guerra, eu quero em dobro
É só olhar nos meus olhos, eu cansei desse jogo