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Carne de Canhão

Alejandro Filio

Carne De Cañon

Arderá la selva y otra vez regresará
la soledad, la soledad.
Se mojará esta tierra con la sangre de esos niños
una vez más, una vez más.
Pero su verdad será la misma,
su verdad y la de tantos más,
y la de tantos...

Romperán las reglas y de nuevo nuestra casa
apestará, apestará.
Siempre habrá un culpable inocente como el mito
de nuestra paz, de nuestra paz.
Y dormirá el amor una semana
para esperar un siglo la verdad.

Que sólo somos carne de cañón
para salvaguardar su condición.
Solamente carne de cañón, o tú o yo,
simplemente carne de cañón.

Muera el insensato no daremos nunca un paso
no para atrás, no para atrás.
Dura fue la mano pero más la historia que
la juzgará, la juzgará.
Y dormirá el amor otra semana
cuando menos para no olvidar.

Carne de Canhão

A selva vai arder e a solidão vai voltar
mais uma vez, mais uma vez.
Essa terra vai se molhar com o sangue das crianças
mais uma vez, mais uma vez.
Mas a verdade deles será a mesma,
a verdade deles e de tantos mais,
e de tantos...

Vão quebrar as regras e de novo nossa casa
vai feder, vai feder.
Sempre vai ter um culpado inocente como o mito
da nossa paz, da nossa paz.
E o amor vai dormir uma semana
para esperar um século pela verdade.

Que somos só carne de canhão
para proteger a condição deles.
Apenas carne de canhão, ou você ou eu,
somente carne de canhão.

Que morra o insensato, nunca vamos dar um passo
para trás, nunca para trás.
Dura foi a mão, mas mais dura é a história que
vai julgá-la, vai julgá-la.
E o amor vai dormir mais uma semana
pelo menos para não esquecer.

Composição: