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Nem Todos os Contos

Alejandro Filio

No Todos Los Cuentos

No todos los cuentos tendrán un final feliz,
ni todas las manos se dieron para crecer.
Conozco castillos que son más tristes que ayer,
las ruinas de un pueblo muriendo de pie.

No todos los príncipes se vestirán de azul,
ni cada promesa se hará para respetar.
Hay torres tan altas que están lejanas del mar,
princesas ajenas, estatuas de sal.

Busca una luz, una más,
algo que ayude a creer.
Lanza tu trenza Rapunzel,
déjame entrar otra vez.

No todos los cuentos se hicieron para dormir,
ni todos los sueños te vienen a visitar.
Soñé que contaba un cuento sin tiempo ni final,
después junto a mí te miré despertar.

Se dice que todos tenemos para contar
y de lo contado tendremos otra versión.
No hay nada como el oído que sabe escuchar
pero no hay sentido como el corazón.

Nem Todos os Contos

Nem todos os contos terão um final feliz,
nem todas as mãos se uniram pra crescer.
Conheço castelos que são mais tristes que ontem,
as ruínas de um povo morrendo em pé.

Nem todos os príncipes vão se vestir de azul,
nem toda promessa vai ser pra respeitar.
Tem torres tão altas que estão longe do mar,
princesas distantes, estátuas de sal.

Procura uma luz, mais uma,
algo que ajude a crer.
Joga sua trança, Rapunzel,
me deixa entrar outra vez.

Nem todos os contos foram feitos pra dormir,
nem todos os sonhos vêm te visitar.
Sonhei que contava um conto sem tempo nem final,
depois, ao meu lado, te vi despertar.

Dizem que todos temos algo pra contar
e do que foi contado teremos outra versão.
Não há nada como o ouvido que sabe escutar,
mas não há sentido como o coração.

Composição: