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O Trapaceiro (part. Julio Martel)

Alfredo de Angelis

El Ciruja (part. Julio Martel)

Cómo con bronca y junando
De rabo de ojo a un costado
Sus pasos ha encaminado
Derecho pal' arrabal

Lo lleva un presentimiento
De que en aquel postrerito
No existe ya el bulincito
Qué fue su amor ideal

Recordaba que las horas de garufa
Cuando minga de laburo se pasaba
Meta punga y al codillo escolazaba
Y en los burros se ligaba un metejon

Cuando no era
Tan junado por los tiras
Galanteaba
Sin tener en manshamiento
Una mina le chacaba
Todo el vento
Y jugo con su pasión

Era un mosaico diquero
Que yugaba de quemera
Hija de una curandera
Mechera de profesion

Pero vivía engrupida
De un cafiolo vidalita
Que le pasaba la guita
Que le chacaba al matón

O Trapaceiro (part. Julio Martel)

Como com raiva e observando
De rabo de olho de lado
Seus passos têm se encaminhado
Direto para o subúrbio

Ele é guiado por um pressentimento
De que naquele fim de linha
Não existe mais o botequim
Que foi seu amor ideal

Lembrava das horas de diversão
Quando não tinha trabalho
Só roubava e se divertia
E nos jogos de azar arriscava tudo

Quando não era
Tão perseguido pela polícia
Cortejava
Sem ter vergonha
Uma garota o rejeitava
Completamente
E brincou com sua paixão

Era um trapaceiro
Que jogava de maneira ardilosa
Filha de uma curandeira
Ladra profissional

Mas vivia enganada
Por um cafetão valentão
Que lhe dava dinheiro
E a enganava com o matador

Composição: Alfredo Marino