Patrona (part. Carlos Dante)
Su grito fuerte y guarango
Va pregonando las ristas
Para él las calles son pistas
Donde hay que ir bailando un tango
Ajó y cebolla patrona
Y se acomoda la faja
Porque si no se le baja
Este que el pantalón de cambrona
Patrona moza donosa
Que rebozada y dulzona
Traigo una ristra olorosa
Como rosa reventona
Patrona porque no chista
No sé haga la remolona
Le dejo a veinte la ristra
Compré una ristra patrona
Ay mi patroncita que anda pasando
Pero usted me la encarga
La mira la sube la baja
Y no se la lleva
No no no
Se viene como sin ganas
Lento seguro y dichoso
Para él no hay baches ni pozos
Cerrazón ni resolana
Ajó y cebolla mi ñata
Y el chamberguito acomoda
Como lo manda la moda
Este que del barrio de la alpargata
Ajó y cebolla lloronas
Ay ay ay mi ñata
Compré una ristra patrona
Patroa (part. Carlos Dante)
Seu grito forte e rude
Vai anunciando as risadas
Para ele as ruas são pistas
Onde é preciso dançar um tango
Alho e cebola, patroa
E a faixa se ajeita
Porque senão ela desce
Este que a calça de brim
Patroa moça graciosa
Que empanada e doce
Trago um cheiroso buquê
Como rosa estourando
Patroa por que não chia
Não faça a remelenta
Deixo por vinte o buquê
Comprei um buquê, patroa
Ai minha patroazinha que anda passando
Mas você me encarrega
A olha, a sobe, a desce
E não a leva
Não não não
Vem como sem vontade
Devagar seguro e feliz
Para ele não há buracos nem poços
Escuridão nem sol escaldante
Alho e cebola, meu nariz
E o chapéuzinho ajeita
Como manda a moda
Este que do bairro da alpargata
Alho e cebola choronas
Ai ai ai meu nariz
Comprei um buquê, patroa