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Patroa (part. Carlos Dante)

Alfredo de Angelis

Patrona (part. Carlos Dante)

Su grito fuerte y guarango
Va pregonando las ristas
Para él las calles son pistas
Donde hay que ir bailando un tango

Ajó y cebolla patrona
Y se acomoda la faja
Porque si no se le baja
Este que el pantalón de cambrona

Patrona moza donosa
Que rebozada y dulzona
Traigo una ristra olorosa
Como rosa reventona

Patrona porque no chista
No sé haga la remolona
Le dejo a veinte la ristra
Compré una ristra patrona

Ay mi patroncita que anda pasando
Pero usted me la encarga
La mira la sube la baja
Y no se la lleva
No no no

Se viene como sin ganas
Lento seguro y dichoso
Para él no hay baches ni pozos
Cerrazón ni resolana

Ajó y cebolla mi ñata
Y el chamberguito acomoda
Como lo manda la moda
Este que del barrio de la alpargata

Ajó y cebolla lloronas

Ay ay ay mi ñata

Compré una ristra patrona

Patroa (part. Carlos Dante)

Seu grito forte e rude
Vai anunciando as risadas
Para ele as ruas são pistas
Onde é preciso dançar um tango

Alho e cebola, patroa
E a faixa se ajeita
Porque senão ela desce
Este que a calça de brim

Patroa moça graciosa
Que empanada e doce
Trago um cheiroso buquê
Como rosa estourando

Patroa por que não chia
Não faça a remelenta
Deixo por vinte o buquê
Comprei um buquê, patroa

Ai minha patroazinha que anda passando
Mas você me encarrega
A olha, a sobe, a desce
E não a leva
Não não não

Vem como sem vontade
Devagar seguro e feliz
Para ele não há buracos nem poços
Escuridão nem sol escaldante

Alho e cebola, meu nariz
E o chapéuzinho ajeita
Como manda a moda
Este que do bairro da alpargata

Alho e cebola choronas

Ai ai ai meu nariz

Comprei um buquê, patroa

Composição: Cátulo Castillo