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Caminho ensolarado

Alfredo Le Pera

Caminito soleado

Caminito soleado

Claro caminito criollo
florido y soleado,
con pañuelo bordeado
vos me viste pasar.
Mientras los pastos amigos
que saben mi anhelo,
como dulce consuelo,
su verde saludo
me hacían llegar.

Cruzando montes y valles,
con alas venía
mi pobre carreta,
con su carga de esperanzas
las ruedas le hacían
al viento gambetas.
Y cuando ya atravesaba
la hondura del valle
de lenta corriente,
una congoja naciente
detuvo su impulso
parando su andar,
porque en ese arroyito
a veces tus ojos
se saben mirar.

Y así que vi su casita
de puro celoso
me sobró el pampero
para contarle chismoso
que traigo en mi apero
mil prendas de amor.
Para su pelo una cinta
que llevo escondida
de lindo color.
Para sus labios mi antojo
y para sus ojos
un claro cristal,
y pa' su blanca garganta
el criollo que canta
tiene este cantar.

Claro caminito criollo
florido y soleado,
yo quiero que se asombre
cuando ella me nombre
al verme llegar.

Caminho ensolarado

Caminho ensolarado

Caminho claro e criollo
florido e ensolarado,
com um lenço bordado
eu te vi passar.
Enquanto os campos amigos
que conhecem meu desejo,
como doce consolo,
saudavam com seu verde
me faziam chegar.

Cruzando montes e vales,
com asas eu vinha
minha pobre carroça,
com sua carga de esperanças
as rodas faziam
manobras ao vento.
E quando já atravessava
a profundidade do vale
da corrente lenta,
um pesar nascendo
detinha seu impulso
parando seu andar,
porque naquele riachinho
a vez ou outra teus olhos
se sabem olhar.

E assim que vi sua casinha
de puro ciumento
me sobrou o pampero
pra contar fofocas
que trago no meu fardo
mil prendas de amor.
Para seu cabelo uma fita
que levo escondida
de linda cor.
Para seus lábios meu desejo
e para seus olhos
um claro cristal,
e pra sua garganta branca
o criollo que canta
tem esta canção.

Caminho claro e criollo
florido e ensolarado,
eu quero que se espante
quando ela me nomear
ao me ver chegar.

Composição: