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Seus olhos se fecharam

Alfredo Le Pera

Sus ojos se cerraron

Sus ojos se cerraron

Sus ojos se cerraron...
y el mundo sigue andando,
su boca que era mía
ya no me besa más,
se apagaron los ecos
de su reír sonoro
y es cruel este silencio
que me hace tanto mal.
Fue mía la piadosa
dulzura de sus manos
que dieron a mis penas
caricias de bondad,
y ahora que la evoco
hundido en mi quebranto,
las lágrimas pensadas
se niegan a brotar,
y no tengo el consuelo
de poder llorar.

¡Porqué sus alas tan cruel quemó la vida!
¡porqué esta mueca siniestra de la suerte!
Quise abrigarla y más pudo la muerte,
¡Cómo me duele y se ahonda mi herida!
Yo sé que ahora vendrán caras extrañas
con su limosna de alivio a mi tormento.
Todo es mentira, mentira es el lamento.
¡Hoy está solo mi corazón!

Como perros de presa
las penas traicioneras
celando mi cariño
galopaban detrás,
y escondida en las aguas
de su mirada buena
la suerte agazapada
marcaba su compás.
En vano yo alentaba
febril una esperanza.
Clavó en i carne viva
sus garras el dolor;
y mientras en las calles
en loca algarabía
el carnaval del mundo
gozaba y se reía,
burlándose el destino
me robó su amor.

Seus olhos se fecharam

Seus olhos se fecharam

Seus olhos se fecharam...
e o mundo continua girando,
seus lábios que eram meus
já não me beijam mais,
se apagaram os ecos
do seu riso sonoro
e é cruel esse silêncio
que me faz tanto mal.
Foi minha a piedosa
dulçura de suas mãos
que deram às minhas dores
carícias de bondade,
e agora que a evoco
afundado na minha tristeza,
as lágrimas pensadas
se negam a brotar,
e não tenho o consolo
de poder chorar.

Por que suas asas tão cruéis queimou a vida!
Por que essa careta sinistra da sorte!
Quis protegê-la e a morte foi mais forte,
Como me dói e se aprofunda minha ferida!
Eu sei que agora virão caras estranhas
com sua esmola de alívio ao meu tormento.
Tudo é mentira, mentira é o lamento.
Hoje meu coração está só!

Como cães de caça
as dores traiçoeiras
cercando meu carinho
galopavam atrás,
e escondida nas águas
do seu olhar bondoso
a sorte agachada
marcava seu compasso.
Em vão eu alimentava
febril uma esperança.
Cravou em minha carne viva
suas garras a dor;
e enquanto nas ruas
em louca algazarra
o carnaval do mundo
se divertia e ria,
burlando-se o destino
me roubou seu amor.

Composição: