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Chuva

Alisa

Dozhd'

Dozhd' vystroil steny vody,
On zaper dveri v domakh,
On priatal ch'i-to sledy.
A mne khotelos' dyshat', dyshat' vo vsiu grud'.
No ia boialsia zabyt', ia boialsia usnut'.

Pripev:

Tam, gde voda
I v nebe vspyshki lomannykh strel,
Ia ruki protiagival vverkh,
Ia bral molnii v gorst'.
Tam, gde voda
Risuet na zemle krugi,
Ty slyshish', slyshish' shagi.
Idet dozhd'.

Budto vpervye khokhotal grom,
On zakhlebnulsia v slovakh,
On rval stavni s okon.
A ia vse videl,
Ia nebu smotrel v glaza.
Vse ochen' prosto.
Prosto groza.

Pripev.

Chuva

A chuva ergueu paredes de água,
Ela trancou as portas das casas,
Ela escondeu os rastros de alguém.
E eu queria respirar, respirar com toda a força.
Mas eu tinha medo de esquecer, eu tinha medo de adormecer.

Refrão:
Lá onde a água
E no céu relâmpagos quebrados,
Eu estendia as mãos pra cima,
Eu pegava os raios na palma.
Lá onde a água
Desenha círculos na terra,
Você ouve, ouve os passos.
A chuva vem.

Como se fosse a primeira vez, o trovão rugiu,
Ele se afogou nas palavras,
Ele rasgou as cortinas das janelas.
E eu vi tudo,
Eu olhei nos olhos do céu.
Tudo é muito simples.
Simples como a tempestade.

Refrão.

Composição: