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Cidade

Alisa

Gorod

Ehtot gorod oborvannym vetrom razveet,
Ehto vremia vcherashnikh plokhikh novostej.
My idiom slovno teni navstrechu groze.
Skol'ko stoit nash den' nespokojstviia sten,

Skol'ko stoit dozhd' na litse,
Skol'ko stoit dozhd' na litse,
Skol'ko stoit dozhd' na litse,
Skol'ko stoit bol'.

Ehta skripka - garmoniia groma prospektov,
Ehta pesnia - otravlennyj ulitsy krik.
Za spinoj my ostavili vsio, chto ne speto,
V ehlektricheskoj kletke dozhiv do zari.

Skol'ko stoit dozhd' na litse,
Skol'ko stoit dozhd' na litse,
Skol'ko stoit dozhd' na litse,
Skol'ko stoit bol'.

[Iz kreshchen'ia prostranstva v prostuzhennykh strelakh]
My umeli bezhat', na dni ne glazet'.
Nam ostalos' nemnogo, nash fil'm progliadeli,
Fil'm o gorode sorvannykh vetrom gazet.

Skol'ko stoit dozhd' na litse,
Skol'ko stoit dozhd' na litse,
Skol'ko stoit dozhd' na litse,
Skol'ko stoit bol'.

Cidade

Essa cidade se abre com o vento cortante,
É tempo de más notícias do passado.
Estamos indo, como sombras, em direção à tempestade.
Quanto vale nosso dia de inquietação nas paredes,

Quanto vale a chuva no rosto,
Quanto vale a chuva no rosto,
Quanto vale a chuva no rosto,
Quanto vale a dor.

Essa gaita - a harmonia do trovão nas avenidas,
Essa canção - o grito envenenado das ruas.
Deixamos para trás tudo que não foi cantado,
Na jaula elétrica, até o amanhecer.

Quanto vale a chuva no rosto,
Quanto vale a chuva no rosto,
Quanto vale a chuva no rosto,
Quanto vale a dor.

[Do batismo do espaço nas flechas frias]
Sabíamos correr, sem olhar para os dias.
Nos restou pouco, nosso filme passou,
Filme sobre a cidade de jornais levados pelo vento.

Quanto vale a chuva no rosto,
Quanto vale a chuva no rosto,
Quanto vale a chuva no rosto,
Quanto vale a dor.

Composição: