Povelitel' blokh
Neba belyj klok vyrvan iz sinevy,
Zviozdy nevodom tianet sonnyj rybak,
Utro krasnoe razmetalo kostry,
Sliozy oseni otrezvili guliak.
Iz plakun-travy vyrezali kresty,
Vmesto krokh zemli k serdtsu klali asfal't.
Po bol'shej vode vozvrashchalis' s vojny
Da po skorbnym dniam pominali soldat.
Shag po lezviiu nozha
Krov'iu zapekaet sled.
Podstupaet ne spesha
Na sorok bed odin otvet.
S kazhdym zhestom ton'she nit',
S kazhdym dniom iasnee kod.
Ne spasti, ne skhoronit'
Tekh, kogo kaznit narod.
No novyj zakaznoj spasitel' snova triot za svetlyj put'.
No gde tot chiortov detonator, chtoby ehtot put' zamknut'?
Kto reshitsia stat' rasplatoj za pozor moej zemli?
Net takikh, da tol'ko legiony snova lezut v kozyri.
A my vsio molchim da vsio ne mozhem poniat',
Kak sluchilos' tak, chto vsekh nas vziali vrasplokh.
My zhe znali zhizn', my mogli ej igrat',
A teper' brediom za povelitelem blokh.
Comandante de Baratas
Céu branco rasgado pela azulada,
Estrelas sem rumo puxam o pescador sonhador,
A manhã vermelha espalhou as cinzas,
Lágrimas do outono despertaram os vagabundos.
Cruzaram os crucifixos da erva chorona,
Em vez de um punhado de terra, colocaram asfalto no coração.
Pela água mais profunda voltavam da guerra
E nos dias de luto lembravam dos soldados.
Passo na lâmina da faca
Sangue sela a marca.
Aproxima-se sem pressa
Na quarentena, uma resposta só.
A cada gesto, a linha se afina,
A cada dia, o código brilha.
Não há como salvar, não há como enterrar
Aqueles que o povo condena.
Mas o novo salvador encomendado novamente busca o caminho claro.
Mas onde está aquele maldito detonador, para fechar esse caminho?
Quem se atreverá a ser o preço pela vergonha da minha terra?
Não há tais, só legiões que novamente se arrastam nas cartas.
E nós continuamos em silêncio, sem conseguir entender,
Como aconteceu que todos nós fomos pegos de surpresa.
Nós conhecíamos a vida, podíamos brincar com ela,
Mas agora vagamos atrás do comandante de baratas.