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Teatro Sombrio

Alisa

Teatr tenej

V teatre tenej segodnia temno,
Teatr segodnia pust.
Nochnye ptitsy legli na krylo,
Vybrav vernyj kurs.
Steny, da, pozhaluj, barkhat port'er
Eshche poka pomniat svoj grim.
Gorod nakryla noch',
S nami zaduv ogni.

Skrip polovits za upokoj,
Lish' vremia skvoz' shcheli sochitsia lunoj,
Lits ne vidno,
Viden lish' dym za iskrami papiros.
Kvadrat ognia drobitsia v krug,
Chut'-chut' - i vdrug
Slyshish', khranitel' khorovoda ruk shepchet slova, ia povtoriaiu za nim:

Dukh ognia, nachni igru, nam ne nachat' bez tebia,
V alykh iazykakh ritual'nogo tantsa zakruzhi gostej
Vzojdi nad prakhom vetkhikh znamen, vzojdi mechom pokhoron
My zdes', my zhdem signal, signal k nachalu dnia.

Raspishi gorizont kostrami novykh zarnits,
Vskroj dushnoe nebo skal'pelem utrennikh ptits.
I khotia ehtot voskhod eshche slishkom molod, a zakat eshche slishkom star
Ia nachinaiu pet', ia vizhu pozhar.

Teatr nachinaet zhit', lish' tol'ko svet otbrosit pervye teni
Teatr nachinaet zhit', Kogda my poem - Den'! Den'! Den'!

No teatre tenej segodnia temno.
No teatre tenej segodnia temno.
No teatre tenej segodnia temno.
No teatre tenej segodnia temno...

Teatro Sombrio

No teatro sombrio hoje tá escuro,
Teatro hoje tá vazio.
As aves da noite pousaram na asa,
Escolhendo o caminho certo.
As paredes, sim, por favor, o veludo do palco
Ainda lembram sua maquiagem.
A cidade foi coberta pela noite,
Com a gente apagando as luzes.

O chão range em silêncio,
Só o tempo entre as frestas se mistura com a lua,
Rostos não são visíveis,
Só se vê a fumaça entre as faíscas do cigarro.
Um quadrado de fogo se fragmenta em volta,
Um pouquinho - e de repente
Você ouve, o guardião da dança sussurra as palavras, eu repito junto:

Espírito do fogo, comece o jogo, não podemos começar sem você,
Nos idiomas vermelhos do ritual da dança, envolva os convidados
Levante-se sobre as cinzas das antigas bandeiras, levante-se com a espada do funeral
Estamos aqui, estamos esperando o sinal, o sinal para o início do dia.

Desenhe o horizonte com as chamas de novas estrelas,
Corte o céu abafado com a lâmina das aves matinais.
E embora esse amanhecer ainda seja muito jovem, e o pôr do sol ainda seja muito velho
Eu começo a cantar, eu vejo o incêndio.

O teatro começa a viver, só precisa que a luz jogue as primeiras sombras
O teatro começa a viver, quando nós cantamos - Dia! Dia! Dia!

Mas no teatro sombrio hoje tá escuro.
Mas no teatro sombrio hoje tá escuro.
Mas no teatro sombrio hoje tá escuro.
Mas no teatro sombrio hoje tá escuro...

Composição: