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Voz da palhaçada

Alisa

Vos da palach

Malo-pomalu, no, chem dal'she v les,
Tem gromche plach.
Shli po zemle, ne kasaias' nebes,
Vor da palach.
Kazhdomu s rozhden'ia bylo ravno dano
Smekha da slez,
Ty tol'ko, znaj, vybiraj po sebe remeslo,
Kak povelos'.
Ikh zachinali v kosmicheskij chas,
Pod stol'nyj saliut,
A nad stranoj siial ukaz,
Razoblachaiushchij kul't.
Vremia raketoj letelo vpered,
A vperedi - kommunizm,
Slav'sia, Otechestvo! Guliaj, narod!
Vot ehto zhizn'!
Gody tekli ne po dniam - po chasam,
Parni rosli.
Veter poplevyval pyl'iu v glaza
Porosli.
Dolgo li, korotko li do nozha
Detvore.
Sladko spiat p'ianye storozha
Na dvore.
I zavertelos', i nachalos'!
Ehkh, mat'-kanitel'!
Stroil khitro za voprosom vopros
Sledovatel'.
Pervyj v otkaz, a vtoroj na nego,
Mol, tak-peretak.
Nu, i raskrutil koreshka svoego,
Sam, znat', ne durak.

Utro naoshchup',
Solntse v glazok,
Cherez shchel' vetra glotok.
Malo-pomalu, no, chem dal'she v les,
Tem blizhe topor.
Shli po zemle, ne kasaias' nebes,
Palach da vor.
Na perekrestke
Edinstvennyj put'
Raskhoditsia.
Kazhdyj reshil svoiu liamku tianut',
Kak voditsia.
Vremia tarakanom polzlo po stene,
Kuda tam koniam!
Po "tseline" da po "maloj zemle",
Iz vygrebnykh iam.
Na imennoj karavaj,
Ne prognuvshi spiny,
Rta ne razevaj,
No tol'ko vse gluboko
Udovletvoreny,
Znaj, nalivaj.
Nu, a che nashi parni?
Da, vrode, u del.
Tot, chto khitrej,
Vstal na asfal't, portupeiu nadel
Da ajda, gde teplej.
S gusia voda, chto penoplast toporam,
Veselo zhit'!
Na chernykh "volgakh" po krasnym dvoram
Boiar razvozit'.
Krasnaia ploshchad'.
Chernyj furgon.
Zvezdy v razlete pogon.

Malo-pomalu, no, chem dal'she v les,
Tem gromche plach.
Shli po zemle, ne kasaias' nebes,
Vor da palach.
Kazhdomu s rozhden'ia bylo ravno dano
Smekha da slez,
Ty tol'ko, znaj, vybiraj po sebe remeslo,
Kak povelos'.

Voz da palhaçada

Devagarinho, mas quanto mais longe na floresta,
Mais alto o choro.
Caminhávamos pela terra, sem tocar o céu,
O palhaço e o ladrão.
A cada um desde o nascimento foi dado igual
Riso e lágrimas,
Você só, saiba, escolha sua profissão,
Como se deu.
Eles começaram na hora cósmica,
Sob o salve da mesa,
E acima do país brilhava um sinal,
Desmascarando o culto.
O tempo voava com o foguete,
E à frente - o comunismo,
Glória, Pátria! Brinque, povo!
Essa é a vida!
Os anos passavam não por dias - mas por horas,
Os rapazes cresciam.
O vento soprava poeira nos olhos
Crescia.
Longo ou curto até a faca
Para a criançada.
Docemente dormiam os guardas bêbados
No quintal.
E começou a girar, e começou!
Eh, mãe-querida!
Construía astutamente a pergunta com pergunta
O investigador.
Primeiro na recusa, e o segundo nele,
Dizendo, assim-assim.
Bem, e ele desenrolou a raiz de seu,
Sabe, não é burro.

De manhã, tateando,
Sol no olho,
Através da fenda, um gole de vento.
Devagarinho, mas quanto mais longe na floresta,
Mais perto do machado.
Caminhávamos pela terra, sem tocar o céu,
O palhaço e o ladrão.
Na encruzilhada
O único caminho
Se divide.
Cada um decidiu puxar sua corda,
Como se costuma.
O tempo rastejava como uma barata pela parede,
Para onde os cavalos!
Na "terra virgem" e na "pequena terra",
Dos buracos de esgoto.
No pão de nome,
Sem curvar as costas,
Não abra a boca,
Mas só tudo profundamente
Satisfeito,
Saiba, sirva.
Bem, e o que nossos rapazes?
Sim, parece que estão ocupados.
Aquele que é mais astuto,
Levantou-se no asfalto, vestiu a portuária
E onde está mais quente.
Com água de ganso, que espuma com os machados,
Viver alegremente!
Nos "volgas" pretas pelos quintais vermelhos
Os boyardos distribuem.
Praça Vermelha.
Furgão preto.
Estrelas em dispersão.

Devagarinho, mas quanto mais longe na floresta,
Mais alto o choro.
Caminhávamos pela terra, sem tocar o céu,
O palhaço e o ladrão.
A cada um desde o nascimento foi dado igual
Riso e lágrimas,
Você só, saiba, escolha sua profissão,
Como se deu.

Composição: