Vozdukh
Segodnia opiat' noch'.
Segodnia opiat' sny.
Kak stranno vrashchaet mnoj
Dvizhen'e k vesne ot vesny.
Set' cherno-belykh strok,
Televizionnaia plet'.
Ia tak khochu byt' tut,
No ne mogu byt' zdes'...
Vozdukh...
Mne nuzhen vozdukh...
Cherno-krasnyj moj tsvet,
No on vybran, uvy ne mnoj.
Kto-to ochen' pokhozhij na steny
Davit menia soboj.
Ia prodolzhaiu pet'
Ch'i-to slova,
No vse zhe kto igraet mnoj? A?
Vozdukh...
Nelepo iskat' glaza
Skvoz' stekla solntsezashchitnykh ochkov,
No noch' obostriaet zrenie
Khishchnikov i krotov.
Eto vse-taki shans.
Ostat'sia sytym ili zhivym.
Zdes' kazhdomu razresheno
Stat' pervym ili vtorym
Vozdukh...
Mne nuzhen vozdukh.
Ar
Hoje de novo é noite.
Hoje de novo são sonhos.
Como é estranho me girar
Movendo-me da primavera para a primavera.
Uma rede de linhas preto e branco,
Uma trama de televisão.
Eu só quero estar aqui,
Mas não consigo estar aqui...
Ar...
Eu preciso de ar...
Meu tom é preto e vermelho,
Mas ele foi escolhido, infelizmente não por mim.
Alguém muito parecido com as paredes
Me sufoca com sua presença.
Eu continuo cantando
As palavras de alguém,
Mas afinal, quem está tocando comigo? Hã?
Ar...
Não é bonito procurar olhos
Através das lentes de óculos escuros,
Mas a noite aguça a visão
De predadores e topeiras.
Ainda assim, é uma chance.
Ficar saciado ou vivo.
Aqui, cada um tem permissão
Para ser o primeiro ou o segundo.
Ar...
Eu preciso de ar.