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Modernidade Líquida

Allan Constante

A raiz do meu desconforto
É a falta de liberdades
Protegido, mas ainda preso
Cercado por minhas próprias grades

A sorte sempre abandona
Quem não tem escolha alguma
E até um coração bondoso
Pode se perder na bruma

Nosso laço é tão fútil!
Desatar é só questão de tempo
Um sorriso tão frágil
Como sussurrar contra o vento

Logo a satisfação se encerra
E o alívio chega ao fim
O ciclo segue constante
Tendo o inferno como jardim!

Modernidade líquida, amor
Me afoga sem compaixão
Adaptando pouco a pouco, buscando chão
Na contramão!

Nosso laço é tão fútil!
Desatar é só questão de tempo
Um sorriso tão frágil
Como sussurrar contra o vento

Nosso laço é tão fútil!
Desatar é só questão de tempo
Um sorriso tão frágil
Como sussurrar contra o vento

Modernidade líquida
Amor!

Composição: Allan Constante