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mãos

Almir Guineto

Mãos, se rendem
Pra outras que tudo levam

Quase em extinção
Mãos honestas, amorosas
Em nossas pobres mãos
Que batem as cordas

Pago pra ver
Queimar em brasa
As mãos de bacharéis
Que não condenam o mal
Que inocentam reús
Em troca do vil metal

As mãos de bacharéis
Que não condenam o mal
Que inocentam reús
Em troca do vil metal

Mãos de infiéis
Revés que não contentam
Movendo a diretriz tão fraudulenta

Sem réu e sem juiz
Mãos não se acorrentam
Justiça põe as mãos na consciência

Ato que fez Pilatos
Lavando suas mãos
É o mesmo que injustiça
Feita com as próprias mãos

As mãos que fracassaram
Na torre de Babel
Porque desafiaram
As mãos do céu

Composição: Almir Guineto, Carlos Senna, Simões Pqd