Botaloneao
Traigo el por sea caso lleno
Con mis poemas
Y mis coplas sabaneras
Viene repleto de versos
Con mi guitarra viajera
Lo traigo para un amor
Que me enlazo cacho y muela… (Bis)
¡Me pego un lazo setero
Y de buena soga
Y cuando templó la soga
No se me afloja
Mientras más jalo
Más me aprieta mas me ahoga
Y en su botalón me tiene
Como a una res cimarrona... (Bis)
Dando tumbos paya
Brincando jorconeao
Queriéndome escapar
Estoy cadeneteao
Buscando libertad
Y sigo henrrejerao
Y pegando más lamentos
Que becerro desmadrao... (Bis)
Yo siempre anduve orejano
En corraleja ni en falso corral caía
Y miren pues que ironía
A donde e llegado hermano
Ya no soy toro orejano
Ya no soy tierra baldía… (Bis)
¡Ya me jerraron
Con el jierro del afecto
Contra jerraron
Mi cariño y sentimiento
Cuatro alambradas
Me pusieron de linderos
Alambradas del amor
En donde estoy prisionero… (Bis)
Dando tumbos paya
Brincando jorconeao
Queriéndome escapar
Estoy cadeneteao
Buscando libertad
Y sigo henrrejerao
Ya me estoy acostumbrando
A vivir botaloneao… (Bis)
Botaloneado
Traí o por onde quer que eu vá
Com meus poemas
E minhas canções de sertão
Vem cheio de versos
Com minha guitarra viajante
Eu trago pra um amor
Que me prendeu, cacho e dente... (Bis)
Me dei um laço firme
E de boa corda
E quando a corda esticou
Não se afrouxa
Quanto mais puxo
Mais me aperta, mais me afoga
E no seu botalão me tem
Como uma vaca brava... (Bis)
Dando tumbos pra lá
Pulando todo torto
Querendo escapar
Estou amarrado
Buscando liberdade
E sigo preso
E soltando mais lamentos
Que bezerro descontrolado... (Bis)
Eu sempre andei esperto
Em curral nem em cercado falso caía
E olha que ironia
Aonde cheguei, irmão
Já não sou touro esperto
Já não sou terra sem dono... (Bis)
Já me prenderam
Com o ferro do afeto
Contraíram
Meu carinho e sentimento
Quatro cercas
Me colocaram de limites
Cercas do amor
Onde estou prisioneiro... (Bis)
Dando tumbos pra lá
Pulando todo torto
Querendo escapar
Estou amarrado
Buscando liberdade
E sigo preso
Já estou me acostumando
A viver botaloneado... (Bis)