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Minha Fêmea

Alta Densidad

Hembra Mía

Cuando te pienso desnuda,
en tu animal insolencia,
hembra mía,
hembra mía,
tu carne de tibia cera
me flagela con espinas,
hembra mía.

Cuando te pienso desnuda,
tan plácidamente ajena,
hembra mía,
hembra mía,
cómo explicarte la lenta
soledad de mi agonía,
hembra mía.

Cuando te pienso desnuda,
ahora que ya no me esperas,
hembra mía,
hembra mía,
duelen tanto los planetas
de esa noche que respiras,
hembra mía.

Cuando te pienso desnuda
en otro abrazo, perversa,
hembra mía,
hembra mía,
qué sabrán las sordas piedras
que se ríen y me miran,
hembra mía.

Minha Fêmea

Quando te penso nua,
en tua insolência animal,
minha fêmea,
minha fêmea,
teu corpo de cera morna
me flagela com espinhos,
minha fêmea.

Quando te penso nua,
tão placidamente alheia,
minha fêmea,
minha fêmea,
como te explicar a lenta
solidão da minha agonia,
minha fêmea.

Quando te penso nua,
hoje que já não me esperas,
minha fêmea,
minha fêmea,
dói tanto os planetas
dessa noite que respiras,
minha fêmea.

Quando te penso nua
em outro abraço, perversa,
minha fêmea,
minha fêmea,
que saberão as pedras surdas
que riem e me observam,
minha fêmea.

Composição: