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Sombras, Apenas Isso

Altemar Dutra

Sombras Nada Más

Quisiera abrir lentamente mis venas
Mi sangre toda vertirla a tus pies
Para poderte demostrar
Que más no puedo amar
Y entonces, morir después
Y, sin embargo, tus ojos azules
¡Azul que tienen el cielo y el mar!
Viven cerrados para mí
Sin ver que estoy así
¡Perdido en mi soledad!

¡Sombras, nada más
Acariciando mis manos!
¡Sombras, nada más
En el temblor de mi voz!
Pude ser feliz
Y estoy en vida muriendo
Y entre lágrimas viviendo
Los pasajes más horrendos
De este drama sin final
¡Sombras, nada más
Entre tu vida y mi vida
Sombras, nada más
Entre mi amor y tu amor!

Qué breve fue tu presencia en mi hastío
Qué tibias fueron tu mano y tu voz
Como luciérnaga llegó
Tu luz y disipó
Las sombras de mi rincón
Y me quedé como un duende, temblando
Sin el azul de tus ojos de mar
Que se han cerrado para mí
Sin ver que estoy así
¡Perdido en mi soledad!

Sombras, Apenas Isso

Queria abrir lentamente minhas veias
Derramar todo meu sangue aos teus pés
Pra poder te mostrar
Que não posso amar mais
E então, morrer depois
E, no entanto, teus olhos azuis
Azul que tem o céu e o mar!
Vivem fechados pra mim
Sem ver que estou assim
Perdido na minha solidão!

Sombras, apenas isso
Acariciando minhas mãos!
Sombras, apenas isso
No tremor da minha voz!
Pude ser feliz
E estou vivo morrendo
E entre lágrimas vivendo
Os trechos mais horrendos
Desse drama sem fim
Sombras, apenas isso
Entre tua vida e minha vida
Sombras, apenas isso
Entre meu amor e teu amor!

Quão breve foi tua presença no meu tédio
Quão mornas foram tua mão e tua voz
Como uma vaga-lume chegou
Teu brilho e dissipou
As sombras do meu canto
E fiquei como um duende, tremendo
Sem o azul dos teus olhos de mar
Que se fecharam pra mim
Sem ver que estou assim
Perdido na minha solidão!

Composição: Francisco Lomuto / José María Contursí