Pra fazer que o eu faço
Não é fácil de fazer
Mais tentar não custa nada
O sonho tá no querer
Tem que ter sangue no olho
Tente aí que eu quero ver
Fui criado no sertão
Com tabeco e rapadura
Não me assombro com nada
Sou topada na noite escura
Eu sou pó na poeira
Sou casca nó em madeira
Comigo a parada é dura
Minha palavra é uma só
Quem tem motivo dar o troco
É um bordão da minha vó
Tome vergonha caboclo
Menina tira é no cipó
Sanfoneiro é no forró
Se é fiado não tem troco
Tire o olho no que é meu
Vá trabalhar pra ter o seu
Vá cuidar da sua vida
Nem clonando vai ser eu
A inveja Deus condena
Faça o teu que eu faço o meu