Cartas Amarillas
Soñé que volvía a amanecer,
soñé con otoños ya lejanos.
Mi luz se ha apagado,
mi noche ha llegado,
busqué tu mirada y no la hallé.
La lluvia ha dejado de caer,
sentado en la playa del olvido
formé con la arena
tu imagen serena,
tu pelo con algas dibujé.
Y busqué entre tus cartas amarillas
mil te quiero, mil caricias
y una flor que entre dos hojas
se durmió.
Y mis brazos vacíos se cerraban
aferrándose a la nada,
intentando detener mi juventud.
Al fin hoy he vuelto a la verdad,
mis manos vacías te han buscado,
la hiedra ha crecido,
el sol se ha dormido,
te llamo y no escuchas ya mi voz.
Y busqué entre tus cartas amarillas
mil te quiero, mil caricias
y una flor que entre dos hojas
se durmió.
Y mis brazos vacíos se cerraban
aferrándose a la nada,
intentando detener mi juventud.
Y busqué entre tus cartas amarillas
mil te quiero, mil caricias
y una flor que entre dos hojas
se durmió...
Cartas Amarelas
Sonhei que voltava a amanhecer,
sonhei com outonos já distantes.
Minha luz se apagou,
minha noite chegou,
busquei seu olhar e não encontrei.
A chuva parou de cair,
sentado na praia do esquecimento
formei com a areia
a sua imagem serena,
seu cabelo com algas desenhei.
E busquei entre suas cartas amarelas
mil eu te amo, mil carícias
e uma flor que entre duas folhas
adormeceu.
E meus braços vazios se fechavam
se agarrando ao nada,
tentando segurar minha juventude.
Finalmente hoje voltei à verdade,
minhas mãos vazias te procuraram,
a hera cresceu,
o sol adormeceu,
te chamo e você não ouve mais minha voz.
E busquei entre suas cartas amarelas
mil eu te amo, mil carícias
e uma flor que entre duas folhas
adormeceu.
E meus braços vazios se fechavam
se agarrando ao nada,
tentando segurar minha juventude.
E busquei entre suas cartas amarelas
mil eu te amo, mil carícias
e uma flor que entre duas folhas
adormeceu...
Composição: Juan Calderon Lopez de Arroyabe