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Deserto

Amanda Miguel

Desierto

Trato de olvidarte, trato, y te recuerdo más,
sigues en mi sangre ardiendo como enfermedad,
los recuerdos vienen a mi mente y duelen porque ya no estás,
dime si esto no era eterno, dime por qué diablos te dejaste amar.

Nadie tiene tu voz, nadie tiene tu piel,
nadie tiene tu olor, nadie llora por mí,
nadie me hace el amor como tú con amor.

Cómo tú olvidaste pronto y no lo logro yo,
cómo es que ese amor inmenso ya se te acabó,
dónde está el secreto de olvidar de pronto lo que ayer se amó,
dónde está la llave de cerrar la puerta de mi corazón.

Nadie tiene tu voz, nadie tiene tu piel,
nadie tiene tu olor, nadie llora por mí,
yo no puedo olvidar tu mirada marrón.

Trato de olvidarte, trato, y te recuerdo más,
sigues en mi sangre ardiendo como enfermedad.

Deserto

Tento te esquecer, tento, e te lembro mais,
suas marcas ainda queimam em mim como uma doença,
lembranças vêm à minha mente e doem porque você não está mais,
diz pra mim se isso não era pra ser eterno, diz por que diabos você deixou se amar.

Ninguém tem sua voz, ninguém tem sua pele,
ninguém tem seu cheiro, ninguém chora por mim,
ninguém me faz amor como você com amor.

Como você esqueceu tão rápido e eu não consigo,
como esse amor imenso já se acabou pra você,
donde está o segredo de esquecer de repente o que se amou ontem,
donde está a chave pra fechar a porta do meu coração.

Ninguém tem sua voz, ninguém tem sua pele,
ninguém tem seu cheiro, ninguém chora por mim,
eu não consigo esquecer seu olhar castanho.

Tento te esquecer, tento, e te lembro mais,
suas marcas ainda queimam em mim como uma doença.

Composição: Márcio Paiva / Graciela Carballo