A madrugada ainda esfria a Vista Alegre
O despertador insiste em me chamar
O som dos carros corta o silêncio da rua
E a sua falta começa a me assombrar
Pego as ferramentas, sigo a rotina pesada
Mas o caminho é o meu maior castigo
Passo em frente à sua porta, o peito aperta
Desejo impossível de ter você comigo
Ela está lá, nos braços de um outro alguém
E eu aqui, refém do que a gente viveu
Perdido no tempo, buscando o porquê
De ter soltado a mão de quem era o destino meu