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Os Amores de Ana

Ana Belén

Los Amores de Ana

En una casa enfrente de la Universidad
Ana habita un piso bajo que es una preciosidad.
Al verla en su ventana la turba estudiantil
la llenaba de piropos por lo linda y lo gentil.
Y todos al pasar solíanle cantar:

"Ana, sal pronto por favor, Ana, sal no te de rubor,
Ana, que en tu ventana tú eres la flor de luz y amor.
Ana, si a mi querer das fe, Ana, de noche aquí vendré.
Ana, por tu ventana me colaré y mi amor te probaré."
Anita a un estudiante de noche cita dio
y al llegar a la ventana empujó, saltó y entró.
Y todos los vecinos, después pudieron ver,
que el que entraba por las noches íbase al amanecer.
Y todos al pasar solíanle cantar:

"Ana, levántate a cerrar, Ana, te vas a constipar,
Ana, que tu ventana abierta está de par en par".
Ana les oye sin temor, Ana no siente ya rubor
Ana, fresca y lozana como una flor se abre al beso del amor.
Anita que es piadosa fue a ver al confesor
y encendida y ruborosa sus pecados le contó.
"Acúsome, le dijo, que en un curso, no más,
desfiló por mi ventana toda la Universidad".
Y ciego de furor rugía el confesor:

"Ana, te vas a condenar, Ana, no tienes salvación,
Ana, de buena gana negárate la absolución"
Ana, gemia "Ay! yo pequé pero culpa mía no fue
Padre, pues mi ventana tan baja está, pase usted y lo verá".

Os Amores de Ana

Em uma casa em frente à Universidade
Ana mora em um andar baixo que é uma beleza.
Ao vê-la na janela, a turma de estudantes
a enchia de elogios por ser linda e gentil.
E todos ao passar costumavam cantar:

"Ana, sai logo, por favor, Ana, não fique com vergonha,
Ana, que na sua janela você é a flor de luz e amor.
Ana, se ao meu querer você der valor, Ana, à noite aqui voltarei.
Ana, pela sua janela eu vou entrar e meu amor vou te mostrar."

Anita marcou um encontro com um estudante à noite
e ao chegar na janela, empurrou, pulou e entrou.
E todos os vizinhos, depois puderam ver,
que quem entrava à noite saía ao amanhecer.
E todos ao passar costumavam cantar:

"Ana, levanta pra fechar, Ana, você vai pegar um resfriado,
Ana, que sua janela está aberta de par em par."
Ana os ouve sem medo, Ana não sente mais vergonha
Ana, fresca e viçosa como uma flor se abre ao beijo do amor.

Anita, que é piedosa, foi ver o confessor
e, acesa e ruborizada, seus pecados lhe contou.
"Acuso-me, disse ela, que em um curso, não mais,
desfilou pela minha janela toda a Universidade."
E cego de fúria rugia o confessor:

"Ana, você vai se condenar, Ana, não tem salvação,
Ana, de boa vontade negue a absolvição."
Ana, gemia "Ai! eu pequei, mas a culpa não foi minha,
Padre, pois minha janela é tão baixa, entre e você verá."

Composição: