O Fado das Mágoas
As mágoas não me doem, não são mágoas
No plano da minh'alma já não moram
Se as águas se evaporam, não são águas
São etéreas lembranças do que foram
O canto que então frágil não contive
Do cimo dos meus olhos se lançou
Que de tanto chorar não mais o tive
Nem a última das lágrimas me ficou
Não deitei fora as dores, mas hoje trago-as
À beira do meu ser de ti deserto
O que vês nos meus olhos não são mágoas
São penas dum amor que não deu certo
O Fado das Mágoas
As mágoas não me ferem, não são mágoas
No fundo da minha alma já não estão
Se as águas se evaporam, não são águas
São lembranças etéreas do que já foi
O canto que antes frágil não segurei
Do alto dos meus olhos se lançou
Que de tanto chorar não mais o guardei
Nem a última lágrima me restou
Não joguei fora as dores, mas hoje as carrego
À beira do meu ser, de ti deserto
O que vês nos meus olhos não são mágoas
São penas de um amor que não rolou
Composição: Fernando (P) Jorge, Jose Manuel David